Oswaldo Petrin
Água, fonte de impostos
-A indústria de água mineral natural fecha o ano com um crescimento de 20%, o maior crescimento no grupo de bebidas, em que se enquadra. Estimativa supera o crescimento do ano passado, 18%. O faturamento do setor, contudo, não é nenhum absurdo: R$ 400 milhões/ano. A indústria de água mineral emprega 200 mil pessoas. Nos últimos três anos não fez nenhuma demissão por por razões conjunturais, apenas dentro da rotatividade normal, que também é das mais baixas. O consumo vai passar de 2,5 bilhões de litros.
-Temos uma das melhores água do mundo, se não a melhor; ao mesmo tempo a mais barata do mundo, que é tributada com o imposto mais caro do mundo, informa o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam), Carlos Alberto Lancia.
-Exemplo: embalagem de um litro e meio da paranaense Ouro Fino, no Wall Mart, em Curitiba ou Nova York, vai custar 25 a 30 cents de dólar. Na mesma rede e locais, a mesma quantidade de uma marca norte-americana custará 85 a 90 cents de dólar.
-O detalhe é que o produto norte-americano pagou 8% de imposto. Já o produto brasileiro foi tributado (penalizado!) com 50% de imposto (s). Pagamos quase 4,000% a mais, calcula Lancia.
-Os critérios adotados pela burocracia não são cristalinos como a água. Nossa água é regulamentada como alimento e nas vendas é tratada como bebida. Paga mais impostos que os refrigerantes (quase 60%) e a cerveja. Detalhe, os refrigerantes têm 90% de água.
-O garrafão de 20 litros facilitou a vida dos consumidores. Ele é adotado nas empresas, escritórios e residências. Esse segmento já representa 57% das vendas de água mineral, ficando 3% com as embalagens de 10 litros e 40% com o chamado consumo de mesa.
-No Brasil, onde cerca de 250 marcas estão presentes no mercado, a maior produção e o maior consumo são de águas minerais leves e macias, classificadas na fonte como radioativas, fracamente radioativas e hipotermais, assim, como as águas classificadas quimicamente como fluoretadas, carbogasosas e oligominerais, estas com vários sais em baixa concentração. Mas há diversas outras classificações,indicadas para diferentes finalidades (IMK, Relações Públicas).
-As águas minerais têm efeitos terapêuticos. As Radioativas dissolvem cálculos renais e bilares e filtram excesso de gordura do sangue. As alcalinas diminuem a acidez estomacal e hidratam a pele. Só para ficar em dois exemplos. Saiba mais: tel/fax 11 816-0484 e-mail:[email protected] - www.abimam.com.br.
Leitor/subsídio
Sábado é dia do leitor opinar. Carlos A. N. Righi, Cascavel: Melhor o ministro Pratini parar de criticar subsídios e proteção dos outros países e adotar a mesma política. Parabéns aos governos que apoiam sua agricultura . Nós não sabemos o que é isto.
Leitor/EUA
Renato A. Fontana, Umuarama: A diferença entre a nossa agricultura e a norte-americana não está no que eles têm; está no que eles são. Fontana é presidente do Sindicato Rural de Umuarama e esteve recentemente nos EUA com a Faep.
Leitor/EUA 2
Do mesmo leitor: Todo brasileiro, do engraxate ao mais alto executivo deveria viver algum tempo no exterior, melhor nos EUA. Embora tenha visitado os EUA outras vezes, cada vez que chego lá tenho muito que aprender.
Leitor/água
Ernesto A. S. Perez, Ivaiporã: Só quem não entende nada...nem de água, pode pensar como o sr Luiz A.S.Borges (nesta coluna, 23/10), que defende a cobrança da água na zona rural. Teria tantas e boas para falar para ele..
Leitor/Milho
Benedito C. Moreira, Londrina: A falta de milho tem origem na falta de vergonha do governo. Telefonei no início do ano para o sr. Stefanelo, da Conab, pedindo preço. Falei: vocês acabaram com o algodão agora vão acabar com o milho. Está aí.





