Oswaldo Petrin
Arroba vai a R$ 45,00
-No Paraná a variação dos preços da carne não costuma ser muito sensível às escalas dos frigoríficos, mas em São Paulo, o fluxo das compras rebate rapidamente no mercado, moldado pela lei de oferta e procura. Esta semana está havendo um bom exemplo: devido ao feriado de terça-feira os frigoríficos foram obrigados a formar um estoque maior de carne. Com isso, pagaram mais pela arroba de boi, que subiu ontem para R$ 41,5, em São Paulo, segundo dados da FNP Consultoria & Comércio, à Agência Folha. Até quarta-feira, os preços estavam em R$ 41.
-Analistas afirmam que o preço da carne bovina deve encostar nos R$ 45,00 no final de dezembro, com um consumo além do previsto. Tanto o preço de ontem como as previsões valem para São Paulo, mas o mercado paulista é referencial para demais regiões, logo o preço no Paraná têm um bom espaço para continuar subindo. E vão, segundo especialistas.
-O frango vai junto, segundo projeção da FNP Consultoria no Vaivém das Commodities, ontem: o quilo do frango vivo subiu para R$ 0,95. Vários fatores estão ajudando a alta: o aumento da carne bovina, o feriado, a alta do milho e até a estimativa de uma oferta menor de frango, devido ao descarte de matrizes ocorrido nas semanas anteriores.
-A propósito, quem está se preparando para exportar, com investimentos no plantel, etc, deve ficar de olho pois podem surgir algumas dificuldade que não são, contudo, de ordem sanitária. Exemplo disso é o que rolou esta semana na reunião preparatóri para da Organização Internacional do Mercado (OIC), em Salvador.
-Seguinte: o Brasil não terá uma cota específica para exportação de carnes in natura para os Estados Unidos dentro de um curto espaço de tempo, como desejado pelo Ministério da Agricultura. A aprovação, por parte do governo norte-americano, do sistema brasileiro de controle de risco de doenças permitirá, inicialmente, que o Brasil dispute uma participação dentro da cota anual de 65 mil toneladas de exportações estabelecida para que alguns países possam vender as carnes frescas no mercado dos Estados Unidos.
-Se o Brasil quiser uma cota específica, após a aprovação de suas exportações, ele terá de fazer como a Argentina e negociar esta cota durante a próxima reunião da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse ontem o vice-ministro da Agricultura dos Estados Unidos, Richard Rominger. (AE).
-O ministro da Agricultura do Brasil, Pratini de Moraes, insiste que o assunto deve ser tratado em negociações bilaterias e não durante a reunião da OMC - a Rodada do Milênio - que acontece a partir do fim de novembro em Seattle (EUA). Rominger, no entanto, considera a Rodada do Milênio como o ambiente perfeito para estas negociações. Voltaremos ao assunto.
Fusão à vista
A Comunidade Européia (UE) aprovou ontem a fusão da New Holland com a Case, um passo importante para a sequência de negócios - para fusão - cuja consolidação depende ainda da aprovação do governo dos Estados Unidos.
União de gigantes
A New Holland é líder mundial na fabricação de equipamentos para a
agricultura, com atuação em 160 países. Possui uma rede de mais de 6 mil concessionárias. Já a Case vende seus produtos em 150 países.
Lucro trimestral
New Holland anunciou que as operações mundiais resultaram em lucro de US$ 39 milhões no terceiro trimestre. De janeiro a setembro, a empresa teve lucro de US$ 191 milhões. No Brasil o ano deva fechar com vendas semelhantes às de 98. (Vaivém das Commodities).
Soja/consumo
A Embrapa Soja firmou convênio de cooperação técnica e financeira com a Gama
Comercial Importadora e Exportadora Ltda, de Londrina, para testar linhagens de soja produzidas em cultivo orgânico para o consumo humano.
Soja/Embrapa
A Gama fará instalação e a colheita de ensaios em que serão avaliadas características ideais para consumo. A Embrapa fará acompanhamento técnico dos ensaios que serão instalados em Capanema, Palmas e Ponta Grossa e em Campos Novos (SC).





