Oswaldo Petrin
Made in Noroeste
-Uma indústria que produz xarope de glicose da fécula da mandioca. É a primeira fábrica do gênero do Ocidente e processa 1,2 mil tonelada de raiz/dia. Da Yoki.
-Outra indústria, mais perto do consumidor final, produz supercongelados precozidos de mandioca para consumo in natura: palito, toletes e várias outras formas para atender um leque enorme de receitas de pães, biscoitos e bolos de mandioca. É a Alimentos Mil, empresa local.
-O Paraná é responsável por 70% da produção nacional de féculas, 300 mil t/ano. Das 75 fecularias em operação no País, 38 são do Noroeste, capital Paranavaí, onde estão uma indústria de xarope e uma fábrica de mandioca preparada, que fornece para redes de supermercados.
-Com uma função social de alcance bem mais amplo, a mandioca, vez o outra, como agora, disputa a hegemonia econômica com o boi. Ao preço de R$ 90,00/t da raiz, poucas vezes o produtor fora tão bem remunerado nos últimos anos.
-A média histórica é de US$ 45 (dólares), boa média. Os preços já oscilaram muito. De US$ 13, em 1980, um dos piores anos de baixa, a US$ 111 em 1989. Com o câmbio a 2 por 1, como se costuma comparar, o preço atual é de fazer inveja ao café adensado. Em janeiro, ainda em plena paridade cambial, US$ 34/t.
-Está melhor para o produtor do que para todo mundo. Mas o mercado não tem sido menos generoso para a fécula, a 540 reais/tonelada, ou cerca de US$ 270/t. Em janeiro, na paridade do câmbio, o preço girou em torno de US$ 360.
-Não é por acaso que o faturamento do setor é de US$ 81 milhões/ano, R$ 172/ano.
-Mas não é a estiagem o único fator a sustentar preços. O grande aliado do mercado nos últimos anos têm sido as cestas básicas do Programa Comunidade Solidária. A grande cliente, dona Ruth Cardoso, ajudou a elevar a saca da farinha de 15 reais, três a quatro anos atrás, para atuais 20 reais/saca de 50 quilos.
-Antigamente o governo regulava o preço para baixo, hoje regula o preço para cima, na definição Maurício Gehlen, secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Amigo de Mandioca (ABAM).
-Neste caso o papel social tem dupla função: mantém a renda do produtor e oferece trabalho para mão-de-obra no campo, além de ajudar a população carente com um alimento familiar e consistente, a farinha.
Aplicação
De alimentos caseiros à indústria química, a fécula de mandioca pode estar presente em pães, bolos, pudins, cremes, achocolatados, embutidos frigorificados, alimentos cozidos. Dizem tratar-se de componente barato.
Química fina
Tem largo emprego na indústria química: medicamentos, detergentes, pastas de dente, colas, gomas, tintas e vernizes, clareamento de papel e explosivos. A fécula de mandioca também está presente em alguns ramos da química fina.
Social
Incluindo a mão-de-obra rural, principalmente na colheita, cada indústria do setor representa 500 pessoas; esse número é considerado emprego direto. Indiretamente a mandioca movimenta o transporte, mercado de insumos, etc.
Umuarama
Incra e Sindicato Rural de Umuarama informam: termina dia 29, amanhã, o prazo de entrega dos títulos de ratificação de propriedades em áreas de fronteiras. Interessados devem procurar mais informações no Sindicato Rural 44 623-2646.
Título/fronteira
O presidente do Sindicato Rural, Renato Fontana, informou ontem que existem 3,9 mil títulos de propriedade na faixa de fronteira para serem ratificados. Quem não fizer a ratificação corre o risco de não obter o reconhecimento.





