Setor alimentos cresce 5%
-O consumidor brasileiro nunca foi tão importante para o setor de alimentos. - Ou, pelo menos, nunca foi tão bem tratado. A automação da indústria e a concorrência no varejo, cada vez mais acirrada - principalmente depois de grandes fusões -, fazem da qualidade e preços os dois referenciais da grande cadeia de alimentação. Somam-se a isto uma legislação de defesa mais rígida e a nova postura do próprio consumidor, mais consciente e cioso dos seus direitos.
-Só a qualidade pode garantir a sobrevivência de uma empresa industrial ou distribuidora. A opinião é de Edmundo Klotz, presidente da Associação Brasileira de Alimentos (Abia) em entrevista a esta coluna. Ele tem os números dos investimentos, portentosos, no setor nos últimos três anos, mais de 10% do próprio PIB setorizado, de R$ 80 bilhões este ano. A indústria de alimentos representa 79,5% da produção física do país - alimentos industrializados e suas materias-primas.
-É o pós-porteira mais rico da América Latina e entre os primeiros no ranking mundial, representado pela Abia, instituição que congrega representantes de todos os segmentos como Associação da Indústria de Massas, bebidas e queijos, por exemplo. Um mercado estimado em R$ 85 bilhões este ano (R$ 80 bi ano passado) no segmento de alimentos de uma maneira ou de outra processados ou transformados, excluindo as commodities.
-A Abia projeta um crescimento, em volume, do consumo de alimentos, entre 5% e 6%. Até outubro o setor cresceu 4,7%. Este não é o crescimento em valores, já que os preços de alguns itens não acompanharam na mesma proporção. Edmundo Klotz considera ótimo esse crescimento para um ano em que a macroeconomia estagnou ou involuiu. Tanto que a média de crescimento do setor em termos normais não poderia passar de 2,5% a 3%, um crescimento vegetativo que apenas acompanha a densidade geográfica.
-Quanto aos serviços, o leque de opções para a comodidade do consumidor vai aumentando: pré-prontos, instantâneos, as alternativas eletrônicas de fazer compras, as varias formas de entrega, delivery, vendamachines, enfim um rico
-Mas, tudo no setor muda rapidamente. ‘‘Você tinha a concentração em cima de clientes fundamentais que eram os varejos de rede’’, afirma Edmundo Klotz. Acontece que eles eram alvos dos fabricantes e havia disputa entre atacado e o próprio frabricante - às vezes o preço do fabricante era até superior porque o atacadista comprou em determinado momento e, na virada do mês, o fabricante entrava com nova tabela. Havia uma incongruência. Com a concentração do varejo, o papel do atacadista está diminuindo e o poder de barganha das redes aumenta. Ao atacado e distribuidor resta a periferia.
-Nessas transformações todas o que ficou descaracterizado foi a divisão de consumidor por categoria. Isto não existe mais.



Milho/leilão
O produtor Furui Seiko, de Sertaneja, ofertou milho a R$ 12,50/saca no leilão eletrônico do Banco do Brasil, agência de Sertaneja e ‘‘vendeu na hora’’. Valor isento de Funrural, mercado de lotes. É preço ao produtor.
Milho/Sertaneja
‘‘Sertaneja é sinalizador de preços, estamos balizando o mercado’’, comemorou Mauro Muller, do setor de negócios do BB, em telefonema à coluna, ontem, no final do leilão. Não era leilão oficial; o produtor ofertou e teve a resposta.
Sertaneja on line
Mas, tanto Muller como o produtor têm razão e Sertaneja foi notícia nacional, on line. Afinal, este preço é do atacado. As indústrias pagam R$ 13,00 às cooperativas. Produtor que entrega em cooperativas recebe R$ 10,30.
Referência
Não foi muito, apenas 50 toneladas. O fato é que o preço ao produtor encostou no preço de atacado, preço de vendas em lotes. Ou não?. O mercado pode ‘‘dar nova puxada’’ no preço hoje, por conta desse fato, previu um analista.
Indicador
O indicador de milho, no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 14,12/saca (+1,73%). Em dólar, US$ 7,07/saca (+0,71%). O valor a prazo ficou em R$ 14,50/saca (+3,57%). O preço do milho tem aumentado em dólar. Todos os dias.

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