O atacado vai às vendas
-O atacado brasileiro - ‘‘elo entre indústria e varejo’’ - se prepara para trabalhar com produtos congelados e resfriados e, em etapa futura, com hortigranjeiros. É um projeto a ser amadurecido dentro da entidade que congrega o setor, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores de Produtos Industrializados (Abad).
-Seria um uma resposta à concentração das redes de supermercados?, pergunta o colonista ao presidente da Abad, Paulo Hermínio Pennacchi.
Não, é a tendência natural de expansão do setor, precursor de desenvolvimento e fatores de redução de custos, automação e eficiência, em tempo de concorrência global e consumidor cauteloso.
-O atacado representa hoje em 1,7 mil empresas classificadas como atacadistas e distribuidoras de produtos industrializados. Fatura R$ 31,3 bilhões/ano a preço de varejo. Essas empresas geram cerca de 76 mil empregos diretos e 35,2 mil indiretos e possuem uma frota de 18 mil veículos próprios e 2,5 mil veículos terceirizados.
-Atende a um leque enorme de estabelecimentos de grande, pequeno e médio porte, predominando o pequeno comércio. Não é brincadeira: são 400.000 pontos de vendas, estabelecimentos comerciais que representam 44% do consumo. Os 56% se abastecem predominantemente nas grandes redes.
-É um setor prestador de serviços. ‘‘O nosso grande canal é o pequeno’’, do Oiapoque ao Chuí, um trabalho de bandeirantismo que abre fronteiras, segundo o presidente da Abad e industrial em Arapongas, Paulo Hermínio Pennacchi. O papel do atacado é fundamental e, portanto, não se restringe apenas a fracionar a mercadoria, que recebe em lotes para distribuição. É também um repassador de tecnologias; busca a automação - para redução de custos - numa velocidade compatível com a economia global.
-Exemplo disso é o ganho de tempo na carga ou descarga através do pallet. A paletização reduz o tempo desta operação para 7 a 10 minutos - para um caminhão de 14 toneladas. Pelo método convencional este trabalho levaria mais de três horas.
-Além de ampliar o leque de mercadorias e entrar em área nova - congelados, resfriados e agroindustriais - o setor vai ampliar e intensificar o atendimento ao varejo independente -‘‘loja da vizinhança’’ - conferindo-lhe suporte para ser mais competitivo e ganhar a preferência do consumidor, diz Pennacchi.
-O setor obteve melhor resultado que os supermercados. Segundo a FIA/USP, de janeiro a agosto deste ano a Abras teve um desempenho negativo de 2,12% enquanto o atacado ficou em -0,8%.



Leitor/água
Sábado é dia do leitor opinar, desabafar, sugerir: Luiz A. L. Borges, de Maringá: ‘‘Discordo da coluna quando contesta a cobrança de água. Se urbanos pagam o morador da zona rural deve ter o mesmo tratamento. Com direito a repassar na mercadoria. Por que não?.
Leitor/água 2
Sidney S. Helaw, de Guarapuava: ‘‘Nos debates sobre cobrança de água (lei sobre recursos hídricos), políticos e técnicos perderam uma boa oportunidade para discutir o uso racional desse recurso finito. Só se falou em cobrar ou não cobrar. Lamentável.
Leitor/água 3
Do mesmo leitor: ‘‘Consumidores rurais ou urbanos estão precisando urgente de acordar e pôr a mão na consciência sobre o desperdício de água. Um dia nossos netos vão sentir vergonha dos abusos e falta de civilidade no uso da água.
Leitor/uísque
Ado Augusto A. Fornari, de Jacarezinho: O artigo sobre uísque (17/10, página 7), entre outras falhas, poderia ter fornecido dados tais como preços e características da bebida. Mas valeu pela abordagem e dicas.
Leitor/trigo
José Pitoli, Cornélio Procópio: A falta de uma política de incentivo de compra do trigo nacional está empurrando o produto para a ração animal. O trigo está custando menos que o milho para as indústrias de ração.

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