Nível de excelência
-O diretor do Conselho de Administração da Sadia, Luiz Fernando Furlan, é o vencedor do Prêmio Excelência 1999, concedido pela Revista AméricaEconomia, publicação de negócios editada no Brasil. O Prêmio Excelência é uma distinção aos executivos que levaram suas empresas a uma posição de destaque no mercado, apresentando resultados positivos em lucro, inovação, eficiência, produtividade e, fundamentalmente estratégias de ‘cross border’.
-Ao iniciar uma entrevista à imprensa ontem, em São Paulo, Furlan foi avisando, bem humorado: ‘‘Não vamos falar em crise’’. De fato, os dados da performance da Sadia não dão espaço para pessimismo.
-Os 22 produtos - quase todos da linha de pratos prontos - lançados em setembro no Congresso da Abras (Associação dos Supermercados) estão tendo boa aceitação no mercado. As exportações da marca, nos nove meses do ano, cresceram 18% em produtos industrializados (principalmente pratos prontos). Enquanto as exportações de frango cresceram 23% em valor e 24% em volume nos primeiros nove meses deste ano, em relação ao mesmo período de 1998. A meta é passar os US$ 900 milhões neste ano, projetando um aumento de 20%.
-Furlan - o vencedor do Prêmio Excelência 1999 - disse a esta coluna, ontem, que a Sadia entra agora num novo conceito, o de refeições a toda hora, a começar do café da manhã. Amplia, desta forma o leque de produtos de valor agregado. E a grande novidade é a linha de sobremesa, com duas dúzias de produto, destacando Miss Daisy.
-A Sadia que oferece 25 mil empregos diretos, ainda prepara mais uma novidade: vai reinaugurar, no próximo dia 26, a fábrica de salsichas e linguiças de alto padrão em Duque de Caixas, no Rio de Janeiro. Projetada para produzir 90 mil toneladas/ano, a fábrica conta com alto índice de automação e tecnologia de ponta.
-Os números que justificaram a outorga do títulos referem-se ao desempenho da empresa ano passado. Um lucro líquido 350% maior que no ano anterior (US$ 29 milhões para US$ 26 milhões), apesar da queda de 25% na receita operacional bruta. Segundo a Paper Comunicação, esse desempenho se deve, em parte, à mudança estratégica que a companhia desenvolveu, deixando de ser uma empresa agroindustrial, com foco nos produtos mais tradicionais, como o frango, para se tornar uma companhia de alimentos mais sofisticados, como congelados, pizzas e pratos prontos.
-A reestruturação interna permitiu uma economia anual de US$ 10 milhões em custos administrativos. As exportações crescera muito ano passado. A meta agora é conquistar mercados na África do Sul, Canadá e Rússia. O Oriente Médio é principal comprador de aves. Segredo para o sucesso a Sadia não tem: é trabalho e planejamento.



New Holland
New Holland e o Banco do Brasil estão lançando crédito específico para reposição de peças originais, reforma e manutenção de máquinas a juros de 11,95% ao ano. Financia até 90% do orçamento dos serviços. Empréstimo mínimo de R$ 3 mil.
Usados: nicho
A empresa quer atender uma grande parcela do mercado de máquinas usadas. O País tem 600 mil tratores e 65 mil colheitadeiras em operação. Mas a frota é antiga: 25% dos tratores têm de 15 a 30 anos de uso. Demanda reprimida mesmo!
O mercado
Outro espaço para crescer: o Brasil tem um trator para cada 104 hectares e uma colheitadeira para 833 ha, um índice de mecanização muito baixo, comparado com os Estados Unidos, um trator para 18 ha; uma colheitadeira para 26,5 ha.
Plantio direto
Outro grande espaço a ser ocupado está no sistema de plantio direto (PD). A pesquisa do Iapar mostra, a cada dia, a necessidade de adequações aos modelos de máquinas em uso. Indústrias e agricultores concordam, mas cadê o crédito?
Boi a R$ 41,00
Dias atrás, quando a arroba do boi chegou a R$ 40,00, em SP, esta coluna disse (com base em análises de especialistas) que havia mais espaço para o preço subir mais. Algumas pessoas ligaram protestando. Ontem a arroba chegou a R$ 41,00.

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