Subsídio ao álcool
-O fim do subsídio (concedidos para as distribuidoras) aos dois tipos de álcool, hidratado e anidro será decidido hoje e entra em vigor dia primeiro de novembro. Já estava na hora, segundo os próprios empresários setor. O assunto terá uma definição na reunião do Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool, um colegiado formado pelos ministérios da Agricultura, Fazenda, Planejamento, Energia, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia e Itamaraty.
-No caso do álcool hidratado o governo concede uma subvenção de R$ 0,045 por litro para assegurar a competitividade do produto em relação à gasolina. Com relação ao álcool anidro, o subsídio concedido varia conforme o Estado, sendo que o menor é o autorizado para o Paraná, de R$ 0,037 por litro. O secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Mário Fortes de Almeida, disse na sexta-feira passada, após a reunião do comitê-executivo que, com a extinção dessas subvenções, o governo poderá reduzir o limite máximo de subsídios para o setor, que este ano foi de R$ 1,1 bilhão, para cerca de RS$ 600 milhões no ano que vem.
-O subsídio não se justifica mais, até porque o álcool está subsidiando a gasolina. A adição de 24% de álcool anidro à gasolina garante um preço menor da gasolina. O presidente da Alcopar lembrou dias atrás a este jornal que o subsídio foi criado em 1996, através da Política de Preços Específicos (PPE) e era destinado para distribuidores de álcool. O benefício passou a atender a produção a partir de janeiro deste ano. As usinas recebiam R$ 45,00 por metro cúbico de álcool produzido. Com recuperação do preço do álcool, o subsídio deixou de ter impacto na produção do combustível. No início do ano, quando entrou em vigor o subsídio para as usinas, o litro do álcool hidratado custava R$ 0,21 na indústria. Hoje, o litro do produto tem preço médio de R$ 0,41, e o álcool anidro custa R$ 0,45.
-Os ministros do Conselho do Álcool também deverão analisar os subsídios autorizados para equalização dos preços do álcool anidro no Nordeste em relação àqueles praticados no Centro-Sul. Os produtores, que recebem um subsídio de R$ 5,07/t de cana moída, estão solicitando que este preço seja elevado para R$ 9,4. Os subsídios serão mantidos no ano que vem, mas a decisão sobre o valor a ser concedido depende dos ministros que integram o Conselho. Há intenção de fazer com que os produtores de cana-de-açúcar dos demais Estados que estão incluídos no atual programa de subsídios passem a receber esta subvenção de forma direta.
-Outro ponto importante da reunião de hoje: os ministros deverão ainda se manifestar sobre a concessão ou não dos financiamentos através do sistema de warranty (onde o produtor ou a usina oferece como garantia do empréstimo o seu estoque de álcool) para o setor alcooleiro. Márcio Fortes de Almeida explicou que os técnicos estão fazendo um levantamento do mercado para saber se alguma usina está com esta necessidade. De qualquer forma, garantiu que não há mais ncessidade de que o governo realize leilões para comprar excedente de álcool na mão dos produtores, porque o mercado está razoavelmente equilibrado (AE).



Rodada Milênio
A Faep está comunicando a palestra ‘Agricultura na Rodada do Milênio’: dia 9/11, das 8h40 às 10h40, no Senar, em Curitiba. Falará Antônio D. Beraldo, especialista em comércio exterior da CNA. Haverá transmissão via satélite.
O que muda?
Respostas para as perguntas: O que muda no bolso do agricultor a negociação com a OMC, Alca e Mercosul. Vamos exportar mais? Em que condições? E os produtos estrangeiros, continuarão entrando no País com facilidade?
Gado Angus
Será criado em Londrina (dia 22, às 13 horas, na Casa do Criador, Parque Ney Braga) o Núcleo de Criadores de Angus, visando fomentar a raça. O presidente do Núcleo será Carlos Pugliesi. Plantel da raça no Paraná é de 2 mil cabeças e 30 criadores.
Frutas/preço
Dia 28/10, às 14 horas, no Sindicato Rural de Londrina (Tiradentes 6.355), palestra sobre implantação de fruticultura. Especialistas vão indicar o caminho para uma boa produção frutos adequados às condições regionais.
Café/retenção
Os preços do café se manterão estáveis e em um nível elevado nos próximos 5 meses. Motivo: a liberação de R$ 200 milhões para pré-comercialização da safra 1999/2000, que permitirá a retenção de 2 milhões de sacas.

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