Brindando com uísque
-O leitor não precisa concordar, mas tem gente garantindo: a segunda bebida mais consumida para brindar a chegada do ano 2000 será o uísque. Quem faz o prognóstico é nada mais nada menos que Claive Vidiz, presidente da Associação Brasileira dos Colecionadores de Uísque. Desculpem, ele também é o maior colecionador de uísque do mundo, com cerca de 3.000 unidades de marcas. No Brasil, há cerca de 550 marcas. Quem comprova? Saiu cinco vezes no livro dos recordes - Guiness book - que suspende a publicação até que apareça outro recorde. Até a última edição não apareceu.
-Conversamos com ele esta semana. Claive jura que não faz do seu conhecimento uma forma de ganhar dinheiro. É uma pena, porque sabe tudo, ou quase tudo. Se diz aposentado da indústria farmacêutica e o culto ao uísque é uma das coisas mais saudáveis da vida, acredita. A Escócia, então, adora.
-Objetivo, Claive vai avisando: ‘‘Não me pergunte sobre linha de uísque. Essas classificações de primeira ou segunda linha são coisa de quem faz contrabando do Paraguai’’. Outro conceito tirado da confraria: não há categoria de uísque, melhor ou pior; há gostos, melhor aferidor.
-Claive também não está preocupado se 505 anos atrás o uísque surgiu na Irlanda ou na Escócia. Prefere mergulhar na questão cultural. A Associação de Colecionadores, restrita e seletiva, não é uma entidade que reúne pessoas para tomar uísque. ‘‘Na Escócia, como aqui no Brasil, tem gente que não bebe mas aprecia a cultura que está incorporada na história do uísque’’.
-Mas se evita apontar preferências, pelo menos Claive confirma o que muitos leigos já sabem: o mais popular, mais consumido no mundo é mesmo o Johnnie Walker de rótulo vermelho, red label. O velho camponês John Walker não esperava tanto, em 1820.
-Mas Claive dispara nomes e não pára mais, para cada um vai atribuindo tipos, predominantemente o blended: J&B, Chivas, Old Parr, Teacher‘s, Passport, White Label, Logan, William Lawson‘s...Fala dos processos de envelhecimento, e o Johnnie Walker, antes de dezenas de outros nomes.
-Tudo pela cultura, periodicamente o paulistano vai à Escócia para um desses encontro de experts. Pertence à The Keepers of the Quaich, os guardiões da Praça.
-A Escócia sabe expressar seu reconhecimento às pessoas ou instituições que divulgam o uísque. Num desses eventos, Claive Vidiz senta-se ao lado de um cidadão de nome Ronald Reagan. ‘‘Quando presidente dos Estados Unidos, Ronald resolveu muitas pendências comerciais’’, justificando a gratidão dos anfitriãos. Tem muita história. Mas, por enquanto fique imaginando Claive, na Pátria do uísque, visitando velhos mosteiros, locais reservadíssimos, de águas cristalinas e turfas esponjosas que conferem clima e mito ao destilado mais peculiar do mundo.



Cia. Cacique
A Cia. Cacique de Café Solúvel comemora 40 exatamente hoje e a diretoria faz uma relação do sucesso da empresa com a Bossa Nova. Aos amigos, a Cacique está enviando CD com uma seleção de músicas que marcaram época. Bom gosto.
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Bossa Nova
‘‘Criada em 1959, quando a Bossa Nova começava a frequentar corações de ouvites de uma boa música, a empresa construiu uma história de sucesso com pioneirismo e qualidade’’, diz uma carta assinada por Sérgio Coimbra, seu presidente.
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Freeze dried
Em março, estará inaugurando uma fábrica moderna de café solúvel freeze dried, sofisticada bebida que preserva as características originais do grão de café. É o que informam Sérgio Coimbra e seu assessor Paulo Ribeiro.
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No mundo
O Café Pelé está presente em 47 países, de cultura e paladares diferentes. Assim, mais de 70 milhões de pessoas saboreiem todos os dias o café solúvel feito em Londrina, onde a empresa tem a maior unidade industrial sob a mesma planta.
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Ousadia
A Cacique abriu o mais importante mercado para o café solúvel, o mercado da ex-URSS e mais tarde o da China. Na época em que o fundador Horácio Sabino Coimbra tomou esta iniciativa, foi um ato de ousadia e competência.

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