Redescobrindo o varejo
-As indústrias de alimentos, preocupadas com a concentração dos supermercados num número reduzido de grandes redes (segundo a FGV, ‘‘esta é uma tendência que continua’’), estão buscando as pequenas redes ou até os armazéns e mercearias individuais. Para contrapor o aumento de custos decorrente do atendimento desse nicho, a estratégia é aumentar a oferta de produtos, o que acaba reduzindo o preço do transporte.
-É o que está fazendo a Pinduca, segunda marca de farinha mais conhecida do Brasil, de acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS).
-O ‘‘varejinho’’ como define, ‘‘carinhosamente’’, o diretor comercial Hermes Campos Teixeira, é uma clientela emergente. Para atentê-la, a indústria aumentou o leque de produtos e o valor agregado. Com a redução do transporte, de 7% para 3%, pode repassar vantagens nos preços para o cliente.
-Seguinte: antes um caminhão levava grande quantidade de dois ou três produtos para grandes redes de supermercados. Agora, leva maior número de produtos para um número igualmente maior de clientes. Aumenta o itinerário - e o custo - mas, em contra partida, acrescenta novas opções de venda.
-Melhorando a sua posição no ranking da indústria alimentícia, a Pinduca lançou este ano uma média de 3 produtos por mês, totalizando, hoje, cerca de 40 variedades (e criando um derivativo em torno 120 itens) de enlatados, amidos, doces e conservas, cereais, etc, incluindo aí o feijão com sabor de casa, que exporta para brasileiros que vivem fora do País, principalmente no Japão.
-Apesar da crise macroeconômica, a indústria paranaense fecha o ano com faturamento de R$ 20 milhões, projeção ainda a ser confirmada. E entra embalada no ano 2000, de olho na 5ª unidade industrial do grupo: uma fábrica de amido em Ubiratã onde estão sendo investidos R$ 2 milhões.
-A indústria de amido vai oferecer o insumo para indústrias do setor alimentício, têxtil e farmacêutico, petroquímica, de celulose e outros. O emprego do amido de mandioca é muito amplo e o mercado ainda tem grande potencial a ser explorado.
-A nova fábrica entra em operação em maio e vai oferecer 80 empregos diretos e 840 indiretos. Para garantir a oferta de matéria-prima, há três anos a Pinduca vem incentivado o plantio de matéria-prima na região. Atualmente as quatro fábricas do grupo oferecem 400 empregos diretos.
-Atualmente, a indústria fundada por Deoclécio Manoel Teixeira é uma das maiores do País, com uma produção de farinha equivalente a 3 mil toneladas/mês, que absorve 10 mil toneladas de mandioca.
-O consumo de farinha de mandioca no Brasil, medido pelas capitais dos Estados, é estável e bem equilibrado com a produção. O maior consumo per capita está em Belém (45,50 kg ano); Salvador e Fortaleza, entre 20 e 30 kg/per capita/ano. Os Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, consomem bem: 25 kg/ano. O consumo cai nos Estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Acre, entre 5 e 8 kg/per capita/ano. Mas os três Estados do Sul, com apenas 1kg/per capita/ano, jogam a média para baixo.
-O Brasil produz (e consome) entre 1,7 milhão e 2 milhões de toneladas de farinha/ano para um consumo. A produção e consumo anual de fécula é de 350 mil toneladas.



Boi/alta
O preço à vista do boi gordo ficou ontem em R$ 38,94/arroba (+0,15%). Em dólar, US$ 19,92 (+0,45%). A prazo, R$ 39,55 (+0,03%). Os dados são da Esalq/USP e foram divulgados pela BM&F/AE. Veja preço ao produtor do PR nos quadros abaixo.
Frango
Pela previsão do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do RG os preços do frango inteiro e em cortes terão alta de 20% a 25% até o final deste ano. O presidente da entidade, Heitor Muller, diz que ná há exagero.
No limite
Toda a cadeia produtiva do setor está no ‘‘limite da exaustão’’ devido às baixas margens obtidas na atividade e não tem alternativa senão repassar custos das indústrias, disse Muller ao repórter Wilson Bueno da AE.
Milho/ração
A situação tende a se agravar no período de entressafra da soja e do milho, utilizados na rações cujos preços deverão aumentar nos próximos meses. A desvalorização do real também afetou os abatedouros.
Embalagem
Além de pagar mais pelo próprio farelo de soja, materiais como embalagens de plástico, papel e papelão também subiram. Os custos dos transportes, foi o item que mais aumentou, por culpa dos aumentos dos combustíveis.
Previsão
O quilo do frango resfriado pode ser encontrado a R$ 1,20 ou R$ 1,30 nos supermercados. Se a projeção de Muller se confirmar, ele chegaria a mais de R$ 1,60. Especialistas do setor concordam com a previsão.

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