Oswaldo Petrin
Marketing para o café
Oswaldo Petrin
-O Ministério da Agricultura pretende investir firme na promoção do café brasileiro, para que o produto ganhe mais espaço na comercialização externa. Até o final deste mês deverá ser aprovado um projeto de divulgação do produto no exterior, tendo como base a marca Brasil. Segundo o diretor de Produção e Comercialização do Ministério da Agricultura, Paulo Cesar Samico, em entrevita ontem à Agência Estado, serão usados R$ 4 milhões de recursos do Funcafé destinados para promoção a ser feita neste ano e que até agora não foram usados. Esses recursos, acrescidos de R$ 2 milhões provenientes do setor privado, através de parceria com a Associação Brasileira da Indústria do Café (ABIC), é que irão custear a propaganda externa do setor.
-O projeto de marketing pretende atacar em duas frentes para aumentar as vendas externas de café: o mercado chinês e os países europeus. Em ambos os casos a promoção será fundamentada em degustação direta do produto brasileiro aos consumidores estrangeiros. A diferença, é que para os chineses a campanha pretende estimular a venda do café de uso mais comum, em função do seu menor poder, enquanto para os europeus serão ofertados os chamados cafés especiais, mais caros e refinados, em lojas sofisticadas.
- Dívida O governo vai propor ao Conselho Deliberativo da Política Cafeeira, que se reúne no próximo dia 14, a prorrogação do débito de cerca de R$ 410 milhões dos cafeicultores. A intenção, é a de sugerir o reescalonamento dessa dívida - que se refere a custeio das safras 1997/98 e 1998/99 - por um prazo que poderá variar de seis meses a um ano.
-Do débito total, que era de R$ 800 milhões, R$ 385 milhões já foram reescalonados no mês passado, quando foi aprovada Medida Provisória que permitiu a renegociação dos débitos agrícolas em geral. No momento, conforme ele, existe um débito de R$ 150 milhões, que venceu no dia 30 do mês passado e do qual já foram pagos 16% e um outro, de R$ 260 milhões, cujas parcelas começam a vencer a partir deste mês. Esses empréstimos, sob os quais incidem juros anuais de 9,5%, foram feitos para custear a safra 1997/1998 e de 1998/99, respectivamente.
New Holland A New Holland, empresa do Grupo Fiat, assumiu no bimestre agosto-setembro a liderança do mercado de tratores, com 960 unidades vendidas, o que representa participação de 27,4% do mercado. No final do ano passado, essa participação era de 21,9%. Em colheitadeiras, a empresa manteve sua tradicional liderança, com 40% do mercado.
-O anúncio foi feito pelo superintendente para a América Latina da New Holland, Valentino Rizzioli, ao explicar que a empresa também realiza investimentos de US$ 20 milhões. Segundo ele, o agricultor brasileiro está mostrando que acredita na qualidade. Nosso trator custa mais caro, mas representa ganhos importantes pela tecnologia que oferece, do mesmo nível da utilizada nos países mais desenvolvidos.
-Rizzioli explicou que, devido à estratégia da New Holland de apostar na qualidade, a empresa conseguiu crescer de janeiro a setembro deste ano 10,5% em tratores, contra um crescimento geral do mercado de 3,5%. Rizzioli recorda que a agricultura brasileira mais do que justifica esse investimento: o potencial do mercado é enorme. O que falta é uma política agrícola, que dê confiança ao produtor. Sem ela, vem o desânimo que infelizmente ainda predomina, como se pode ver pela retração do mercado de máquinas agrícolas, por exemplo. Agência Estado,Milton f. da Rocha Filho.
Milho/alta
O indicador de milho, no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 11,75/saca (+0,86%). Em dólar, a cotação foi de US$ 6,07/saca (+2,19%). Valor a prazo: R$ 12,00/saca (+0,84%). Veja nos quadros abaixo preço ao produtor.
Boi/alta
O preço à vista do boi gordo voltou a subir ontem, em SP: R$ 38,91/arroba (+ 0,34%). Em dólar, US$ 20,09, (+1,52%). A prazo, ficou em R$ 39,59, (+ 0,13%). Os dados são da Esalq/USP. Tendência é de novas altas na próxima semana.
Entressafra
Preço do boi subiu esta semana também no Centro-Oeste. Para o diretor da Bolsa de Mercadorias de Goiás, Paulo César Peixoto, a forte alta no preço do boi gordo é devida ao longo período de entressafra, com estiagem prolongada.
Carne
A carne ainda pode subir mais: o aumento da carne bovina não tem acompanhado a inflação no Real. A última coleta de preços da Fipe (e aqui não está incluída a alta recente da arroba de boi, R$ 40) mostrou aumento de 43,13%. Inflação medida pela Fipe foi de 73,88%.
Soja/Paraná
Indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F/AE ficou ontem em R$ 21,24/saca (-0,47%). Em dólar, US$ 10,97/saca (+0,73%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no disponível em cinco praças do Paraná.
Embrapa
O novo chefe geral da Embrapa Soja, Caio Vidor, toma posse hoje, às 14h30, na sede da instituição: Distrito da Warta, Rodovia Carlos João Strass, acesso Orlando Amaral. Caio assume no lugar de José Francisco Ferraz de Toledo.





