Oswaldo Petrin
Exportações de carne
-Quem pensou que o preço do boi não teria sustentação; que os R$ 40,00/arroba, atingidos dias atrás, esbarram no varejo pelo baixo poder aquisitivo do consumidor, errou. Ontem, o preço à vista do boi gordo, em São Paulo, ficou em R$ 38,79/arroba, queda de 0,51%, uma variação considerada normal pelos operadores de mercado, que não sinaliza reversão de tendência. Em dólar, a cotação fechou em US$ 19,98, alta de 0,25%. A prazo, o preço ficou em R$ 39,41, queda de 0,68%. Os dados são da Esalq/USP, divulgados em rede, como sempre exercendo forte influência na formação de preços das demais regiões, que têm nos preços paulistas seu principal referencial. E analistas da BM&F previram ontem que o preço se manterá nesse patamar, com naturais e pequenas oscilações.
-A alta do boi não esbarra no varejo, ao contrário do que previram algumas indústrias de frios do Estado de São Paulo, dias atrás. A alta de preço é tranquilamente absorvida pelo mercado externo, segundo operadores da BM&F. Portanto, o aumento do boi, que já bateu nos R$ 40,00 por arroba, não está indo totalmente para o consumidor, já que o brasileiro não tem condição de
arcar com reajustes significativos do produto, devido à perda de renda
ocorrida nos últimos anos.
-E ontem, no Vaivém das Commodities, uma certeza: pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, de Piracicaba) disseram que os frigoríficos - pelo menos os frigoríficos paulistas, estruturados para exportar - estão puxando os preços devido à viabilidade das exportações. Mesmo aos preços atuais, o produto brasileiro tem competitividade externa.
-Os preços da carne continuam elevados, mas com pressão menor esta semana, diz um participante do mercado. O quilo do traseiro, que chegou a ser negociado a R$ 3,20, teve negócios ontem a R$ 3,05 no atacado. Os frigoríficos continuam pressionando para fazer os preços recuar.
E ontem Conselho de Importadores de Carne dos Estados Unidos voltou a afirmar sua disposição de colaborar na abertura do mercado de carne bovina in natura norte-americano, hoje totalmente fechado para os pecuaristas brasileiros. A entidade, a maior representante do setor nos EUA, vai
elaborar uma relação de todas as exigências legais, burocráticas e fitossanitárias e encaminhá-la à Embaixada do Brasil em Washington com as respectivas sugestões para que os produtores brasileiros possam adaptar-se e, depois, atendê-las. O mercado, do lado da compra e da venda tem esta dinâmica: ele se adequa e avança, enquanto os governos fazerm plano e falam em estímulo.
Milho transgênico Além das naturais especulações em torno de transgênicos, o primeiro dia do fórum sobre plantas transgênicas, que faz parte do temário do 45º Congresso Brasileiro de Genética, rendeu muita notícia (veja manchete desta página, matéria da Agência Estado). O engenheiro Glovérson Lamego Moro, chefe da sessão de genética molecular da Novartis, disse ontem que a empresa está fazendo levantamento de dados com duas proteínas resistentes a insetos para desenvolvimento de variedades de milho transgênico. Ele não informou a data prevista para o encaminhamento do pedido de licença de produção para a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNbio), alegando que esta é uma informação estratégica para a companhia. Mas há técnicos aposando que isto deve ocorrer em 2001.
-Moro calcula, no entanto, na melhor das hipóteses, que a liberação comercial de novas espécies transgênicas que estão sendo desenvolvidas neste momento no Brasil por diferentes empresas só ocorrerá na safra 2001/2002.
Management
A HSM, empresa organizadora de eventos, de São Paulo, está anunciando o que considera maior congresso e exposição internacional de manegement. Será de 27 a 29 de outubro, em Buenos Aires, no Edifício Ferial de Palermo.
Manegement 2
Evento quer reunir comunidade empresarial do Cone Sul e especialistas no intercâmbio de informações num mercado globalizado. Promete concentrar toda a oferta em tecnologia e telecomunicações para empresas de todos os portes.
Manegement 3
Na parte de consultoria, nomes como Arthur Andersen, D. Little, Booz Allen & Hamilton, Deloitte Consulting, Ernest & Yung, Price Waterhouse vão expôr, em diferentes áreas, como as empresas devem se preparar para novas realidades. HSM: 11 -7295 8090.
Temas e nomes
Expo Management 99 reúne em nove seminários com temas-chave, como Mundo Interconectado (Kevin Kelly), Poder do Novo Marketing (Stan Rapp), Você está preparado para inovar? (Edward de Bono), Novas Tendências (Karl Albrecht), entre outros.
Feijão/mosaico
O Brasil vai ficar bem servido de variedades de feijão tolerantes ao mosaico Dourados. A Embrapa anunciou ontem o lançamento de variedades(nesta página). O Iapar lançou variedades tolerantes há uns 10 anos.
Feijão/panela
Além de tolerantes ao mosaico, doença transmitida pela mosca branca, as variedades do instituto paranaense são de excelentes culinárias como ficou comprovado na oportunidade. Essas variedades estão firmes no mercado.





