Confusão no milho
-O milho fechou em baixa ontem, mas a semana acumulou alta de 2,8%. Nos últimos 30 dias a alta acumulada é de 9,5%. O indicador de milho, calculado pela FGV/BM&F/AE, ficou em R$ 11,51/saca, queda de 0,26%. Em dólar, a cotação ficou em US$ 5,93/saca, queda de 1,17%. O valor a prazo ficou em R$ 11,90/saca, estável.
-Ontem o ‘‘Vaivém das Commodities’’ (Agência Folha) previu fortes altas. O mercado de milho, que já está com preços aquecidos devido à redução de oferta do produto, deve viver dias quentes na próxima semana. A Conab leiloou 19 mil toneladas do produto no mês passado, mas agora está dizendo a alguns compradores que parte do produto não existe.
-Do produto leiloado, 5.960 toneladas, ou seja, quase 100 mil sacas,
estavam depositadas no norte do Paraná. Quem comprou está recebendo um
comunicado da Conab avisando que não terá o produto e que o dinheiro será devolvido. O milho sumiu (AF).
-A arroba do boi explodiu no início da semana, variou um pouco ontem, mas se mantém em alta. O preço à vista do boi gordo ficou em R$ 38,99/arroba, queda de 0,46%. Em dólar, a cotação fechou em US$ 20,12, queda de 1,28%. A prazo, o preço ficou em R$ 39,68 queda de 0,50%. Os dados são da Esalq/USP/AE.
- Transgênicos A cobra vai fumar a partir de segunda-feira, em Gramado (RS), no 45º Congresso Brasileiro de Genética, promovido pela Sociedade Brasileira de Genética (SBG). De acordo com os organizadores, cerca de 2,5 mil cientistas do País e do Exterior participarão de simpósios, conferências e fóruns sobre segurança e impacto do cultivo de plantas transgênicas. Um dos objetivos do evento é clarear didaticamente as ‘‘especulações’’ sobre plantas e animais geneticamente modificados. Há muitos políticos e instituições pegando carona nas discussões, mas no fundo não contriuem com nada, apenas confundem e tiram proveito próprio.
-A idéia é que a mídia também assuma uma postura mais profissional e dê mais espaço a quem realmente entende, independente dessas fontes serem contra ou a favor das plantas transgênicas. Até agora o espaço foi dominado por atitudes emocional-defensivas ou político-ideológicas, em que as pessoas, ao invés de avaliarem pontos negativos e positivos, técnica e economicamente, apenas radicalizam. A programação completa do Congresso Brasileiro de Genética, conforme a AE, pode ser consultada no site - hyperlink http://www.sbg.org.br.
- DuPont-Pioneer A DuPont Co. vai distribuir 70 milhões de ações ordinárias, avaliadas em US$ 7,7 bilhões, para adquir os 80% que ainda não possui da Pionner Hi-Bred International Inc, maior empresa do setor de sementes dos EUA. Em comunicado distribuído em Wilmington (Delaware, EUA) a DuPont informa que vai trocar 0,6561 de suas ações por cada ação da Pioneer. Os detalhes finais da transação serão anunciados na próxima semana.
O jornal The Wall Street Journal noticiou hoje que a transação seria concluída hoje, após a aprovação dos acionistas da Pioneer. Segundo o Journal, a DuPont fará um investimento total de US$ 9,4 bilhões pela Pioneer, depois de ter pago US$ 1 7 bilhão por 20% da empresa em 1997.
A transação prevê pagamento de 45% em dinheiro vivo e 55% em ações da DuPont. Os detentores de ações da Pionner que optarem pelo pagamento cash vão receber US$ 40 por ação. Os acionistas da Pioneer requesitaram um pagamento de cerca de 80 milhões em ações da DuPont, no total. A distribuição será pro-rata.



Leitor/fécula
Sábado é dia do leitor opinar. As manifestações da semana por cartas, telefone, fax e e-mail. Sandro Araújo, de Paranavaí, quer previsões sobre mercado da fécula de mandioca; pergunta por que os números andam escondidos.
Quem ganhou?
Bernardo K. Hors, de Arapoti, e Elson Brasil Almeida, de Apucarana; Eloy Crespi, de Maringá, querem saber quem obteve aumento de 16% no leite este ano, como foi divulgado. Eles estranham os dados sobre o lucro do produtor. Não é assim.
Leitor/soja
Neno Felício e André Luiz Perin, de Rancho Alegre, pedem mapeamento do mercado para soja não-transgênica e procuram quem garanta a compra, no futuro, do grão convencional. ‘‘Seria bom não ter quer optar pelo transgênico, mas, e a competitividade?’’.
Leitor/Greenpeace
Otávio Mendonça de Souza, de Ponta Grossa, plantador de soja no arenito: ‘‘Algum maluco do Greenpeace vai garantir mercado alternativo para o grão comum? Ou vamos perder espaço para os transgênicos da Argentina e EUA?
Leitor/calcário
Antônio O. Beltrani, de Londrina, propriedade em Ivaiporã: Até 1997, houve filas para pegar calcário, um benefício comum para a lavoura. Hoje há subsídio parcial. Do jeito que vai, ano que vem, quem quiser calcário que compre no mercado.
Leitor/água
Paulo R. Mello e Silva, de Cândido de Abreu, estudante da UEL, sobre a cobrança da taxa de água (Lei dos Recursos Hídricos): Meu avô previu coisas piores: que um dia irão cobrar o ar que se respira. Dinheiro arrecadado vai para atmosfera.

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