Oswaldo Petrin
Poliéster x fibra natural
-O conceito de cadeia produtiva para o setor têxtil se resume na lei do mais forte. E danem-se os fornecedores de matéria-prima (leia-se produtores da fibra natural). No ano passado, o Brasil importou US$ 728 milhões de fibras, fios, tecidos e confecções prontas de derivados de algodão e outros fios naturais, enquanto a exportação alcançou US$ 505 milhões. No segmento de sintéticos, a importação foi de US$ 1,08 bilhão e a exportação de US$ 495 milhões. O algodão brasileiro tem que enfrentar a concorrência do sintético e do algodão estrangeiro.
-Agora mesmo, os empresários do setor de confecção estão pleiteando a redução do Imposto de Importação sobre fibras e filamentos sintéticos dos 19% atuais para um nível pelo menos semelhante aos 9% cobrados na importação de fibras naturais. Precisamos ter matéria-prima a preços internacionais para que o mercado nacional fique bem abastecido, diz o presidente da Associação Paulista das Indústrias do Vestuário (Apivest), Stefanos Anastassiades (Agência Estado). As confecções estão tendo dificuldade para comprar tecidos sintéticos depois do aumento do dólar, quando ficou muito caro importar. Existem apenas 11 produtores de poliéster no Brasil e eles não estão dando conta do aumento da procura.
- Queijo francês Quando o consumidor entra na cena da guerra comercial, digamos mais diretamente (já que ele é o alvo-final e passivo de todas elas). Seguinte: a agência de notícias France Presse informou ontem que fãs do queijo francês Roquefort, conhecido nos EUA como Blue Cheese se mobilizam para que a iguaria não se torne um bode expiatório na guerra comercial transatlântica desatada pela proibição européia de importar carne dos EUA que supostamente contém hormônios.
-Com esse objetivo - e com certo humor -, os fãs deste queijo mofado e com odor forte criaram uma página na Internet, a www.roquefortlovers.com . Nela eles encorajam outros amantes do queijo a escreverem cartas para o presidente Bill Clinton e a mulher dele para que o governo abaixe os altíssimos impostos criados para este produto desde julho passado. Não dá para taxar o Roquefort em 100% só porque os franceses não querem mais comer carne americana, reclama o presidente da organização batizada de Os melhores Queijos do Mundo, Joe Gellert.
-Não sei o que o Roquefort tem a ver com esses políticos. Eles não tem direito de atrapalhar nosso modo de comer, prosseguiu. É particularmente importante que nossa mensagem chegue até Hillary Clinton, que é candidata ao Senado por Nova York, sublinha Joe Gellert. Se ela quer se eleger tem que lembrar o que representa o Roquefort para os nova-iorquinos, explica.
-Nova York é cidade que mais consome queijos importados no mundo.
Leitor
Sábado, dia do leitor que escreve. Sugestões, críticas e reclamações pelo correio, fax, telefone ou e-mail. Antônio R.C. Santiago, de Maringá: Cadê os benefícios do caminhonaço? Tudo não passou de um sonho de inverno seco.
Leitor/manipula
Maurício Gibin, de Carlópolis: Parabéns pelos comentários sobre caminhonaço: os organizadores realmente não souberam impedir manipulação das informações e dados por parte do governo. Os políticos são hábeis. Nós somos amadores.
Graças às multi
Vanderlei Manha, de Mandaguari, sobre financiamento à produção: Não fosse o apoio das multinacionais, nem 30% dos produtores conseguiram plantar. São as empresas que financiam o produtor, já que o governo nunca tem recursos.
Desabafo
Opinião de Vanderlei Manha, de Mandaguari, reflete a decepção de quem produz e não tem chance ao contratar financiamento. No Paraná, como em Mato Grosso, onde estão suas fazendas de grãos, a único apoio é das empresas fornecedoras.
Ferrageamento
Novas técnicas na aplicação de ferragens em cavalos, com especialista no assunto. Dias 24 e 25/9 no Triple J. Ranch, em Boituva, km 109 da Rodovia Castelo Branco (SP). Inscrições por telefone 0xx15 263-5229, ou 0xx18 623-8005.





