Oswaldo Petrin
Novo marketing
-A indústria do setor alimentício prepara novidades na virada do século. Lançamentos que vão da alimentação instantânea e pré-frabricados, e comida light, para consumidores que radicalizam nesta preferência. Fonte da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos diz que a entidade está prevendo o surgimento de pelo menos 200 novos produtos entre os anos 2000 e 2001. O motivo não está relacionado a eventual aquecimento da economia. Está no preenchimento de demandas de consumidores específicos. Mais do que nichos de mercado, o que existe é uma nova ordem crescente, que se pode chamar de individualização do consumidor, ou algo parecido com uma extratificação mais nítida de segmentos. A produção de alimentos para a família estabilizou e a estratégia agora é potencializar hábitos personalizados, influenciados por variáveis que conjugam idade, modismo e certa caracterização da personalidade de grupos de consumidores.
-Pode ser um divisor na história do lançamento de produtos que vai exigir igual mudança na estratégia de marketing, agora elegendo grupos de indivíduos e não propaganda massiva.
-Interessante que isto acontece num momento em que o marketing profissional se prepara para uma nova etapa em que passa a prezar mais as campanhas diferenciadas. Neste final de século todos os aspectos do marketing estão sendo revistos. Seus métodos tradicionais, tão eficientes no mercado de grande público, já não funcionam. Estamos hoje na era do marketing individualizado e as empresas que querem sobreviver a esse novo momento precisam, antes de tudo, saber reconhecer as necessidades dos clientes. É o que diz parte da apresentação do livro A Grande Virada do Marketing, dos autores Stan Rapp e Tom Kollins (Editora Futura, de São Paulo, O. P. Traduções) os mesmos que surpreenderam o mundo com suas idéias em Maximarketing. Os autores tratam da mudança de conceito como algo revolucionário. Troca-se o monólogo da propaganda pelo diálogo com o cliente.
-Alguns pontos da grande virada, que constam das dez revoluções históricas no marketing que, na opinião dos autores, estão destinadas a desempenhar uma função essencial no decorrer da transição para a era do indivíduo. Elimina-se da linguagem do marketing: Clientes atuais e potenciais desconhecidos. Em lugar desse conceito adota-se clientes atuais e potenciais conhecidos. Da mesma forma, o marketing baseado na criatividade, dá lugar ao marketing baseado na reação do cliente.
-Elimina-se a abordagem superficial ao mercado amplo. Adota-se preenchimento de cada nicho. Não se deve preocupar mais com as impressões causadas pelo anúncio. O que vale agora é contar os novos clientes conquistados. Em vez do bombardeamento de mercado, sugere-se Desenvolvimento de relacionamento. Finalmente: Não existem consumidores passivos; existem participantes envolvidos.
Soja/denúncia
Denúncia feita ontem pelo presidente das Abrasem, Ywao Miyamoto: O Rio Grande do Sul vai plantar 1 milhão de ha de soja transgênica em 99/2000. As sementes entram por contrabando da Argentina. Não têm controle sanitário.
Patógenos
A semente contrabandeada não é testada: constitui foco de patógenos, nematóides e pragas em geral. E as variedades podem não ser as ideais para cada região onde são cultivadas. O risco de disseminação de doenças é grande.
À vontade
A julgar pelas informações do presidente da Abrasem (os contrabandistas fazem até dias de campo, com distribuição de folhetos), não há fiscalização e as fronteiras estão mesmo escancaradas, sem fiscalização estadual e federal.
Controle
A Abrasem defende a liberação dos transgênicos já aprovados pela CTNBio, incluindo, colza, milho e hortaliças. Pelo menos o País tem controle. Miyamoto diz que as discussões em torno do tema têm sido emocionais e ideológicas.
Liberação
Dias atrás, no Congresso Brasileiro de Sementes, em Foz do Iguaçu, os produtores, defenderam a liberação e comercialização de sementes geneticamente modificadas. Dentro de parâmetros técnicos e monitorada pela CTNBio.





