Oswaldo Petrin
Habitação no campo
-A idéia é embrionária, ainda, mas promete: está em elaboração um projeto que libera R$ 350 milhões dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para construção de moradias populares em áreas rurais. O programa, se aprovado, beneficiará aqueles que vivem da agricultura familiar e sempre ficaram à margem dos programas habitacionais financiados com dinheiro de fundos públicos.
-O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, tenta conseguir hoje os votos favoráveis para aprovação.
-O projeto foi apresentado ao Conselho Curador do FGTS e deve conseguir apoio do governo, das demais centrais que participam do conselho - Força Sindical, Confederação Geral dos Trabalhadores e Social Democracia Sindical - e possivelmente também da bancada de empresários.
-Para convencer os demais conselheiros, o sindicalista apresentou estudo da Fundação João Pinheiro segundo o qual do déficit habitacional brasileiro é de 5,6 milhões de moradias. Desse total, 1,3 milhão de moradias deveriam ser construídas em áreas rurais, para famílias com renda média mensal de até dois salários mínimos.
-Aproveito a carona na matéria da repórter Liliana Pinheiro, da AE, para sugerir à CUT o seguinte: o estudo Evolução das Ocupações Não-Agrícolas no Meio Rural Brasileiro pode dar boa contribuição para orientar emendas ao projeto. E para orientar ou reorientar orientações políticas do governo nas questões sociais. E trabalho é tema de tese do pesquisador Mauro Del Grossi, do Iapar.
-O estudo surpreende pelos dados que revelam o perfil de um Brasil em que o rural e o rurbano se confundem. E mostra muita gente do campo (4 milhões de brasileiros) exercendo atividades não-agrícolas. São famílias pluriativas. Foi tema desta coluna na quinta-feira. No domingo os jornais publicaram reportagem a respeito.
-A votação acontece num momento de tensão na área rural por conta do projeto de perdão de parte das dívidas dos agricultores, que foi capaz de unir latifundiários e produtores familiares em manifestações e, no Congresso Nacional, ruralistas e partidos de oposição.
-O projeto é inovador já que a tradição é a utilização dos recursos do fundo apenas para financiamento de moradias urbanas. Financiar a habitação popular em áreas rurais é uma das formas de conter a migração do campo para grandes cidades, afirmou. A forma de pagamento será determinada pela renda do agricultor. Cada família receberá R$ 20 mil reais.
Boi/alta
O preço à vista do boi gordo em SP ficou em R$ 33,00/arroba (+0,52%). Em dólar, fechou em US$ 17,11 (+0,29%). A prazo, ficou em R$ 33,61 (+0,39%). Os dados são da Esalq/USP e foram divulgados pela BM&F.
Milho no atacado
O indicador de preço do milho no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 10,02/saca (+0,30%). Em dólar, US$ 5,19, estável. O valor a prazo ficou em R$ 10,30/saca, estável. Veja também preços ao produtor no Paraná.
Soja/Paraná
O indicador de Preços da Soja no atacado ficou ontem em R$ 19,32/saca (+0,47%). Em dólar US$ 10,02/saca (+0,30%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná.
Soja/Cotriguaçu
Este será o ano do planejamento para os produtores de soja, segundo Fernando Muraro Jr., da Cotriguaçu (Cascavel). Os produtores precisam colocar na ponta do lápis todos os gastos e saber vender na hora certa.
Cenário/USDA
O cenário ainda está indefinido, diz Muraro. Ele não acredita que a safra norte-americana atinja os 78 milhões de t previstos pelo USDA. A qualquer hora o Usda deve mostrar a quebra de produtividade em seus relatórios.





