Adequação da dívida
-O Conselho Monetário Nacional (CMN) em sua reunião de hoje, deve apreciar resoluções do Banco Central referentes a ajustes nas prestações da securitização da dívida rural e nos encargos financeiros do alongamento do perfil dessas dívidas - acima de R$ 200 mil, que estão em estudo no PESA.
-Como fica: O CMN deve autorizar as seguintes adequações no cronograma de pagamentos da securitização das dívidas agrícolas: mutuários com saldo devedor de até R$ 10 mil em 31 de julho deste ano têm as prestações vincendas em 99 e 2000 prorrogadas, respectivamente, para o primeiro e o segundo anos subsequentes ao vencimento da última parcela anteriormente ajustada.
-Esses mutuários terão desconto de 30% sobre cada uma das prestações que forem pagas na data do vencimento, a título de bônus de adimplência. Os mutuários com saldo devedor superior a R$ 10 mil em 31 de julho deste ano também terão o vencimento prorrogado, mediante o pagamento de 20% da prestação devida em 99 e de 30% na prestação de 2000. Eles terão, ainda, a título de bônus de adimplência, desconto de 15% sobre cada uma das prestações que for paga na data do vencimento.
-Para tanto, a Secretaria do Tesouro Nacional fica autorizada a promover ajuste contatual junto às instituições financeiras com base nas informações delas recebidas, para adequar os valores e prazos de reembolso ao Tesouro das operações alongadas securitizadas que forem contempladas com esta medida. O voto propõe, também, que os encargos financeiros nas operações de renegociação de dívidas ao amparo da Resolução CMN/Bacen nº 2471/98 (renegociação de dívidas originais do crédito rural) sejam reduzidos de IGP-M mais taxa efetiva de juros de até 8%, 9% e 10% ao ano para IGP-M mais taxa efetiva de juros de até 6%, 7% e 8% ao ano.
-Caberá ao Tesouro efetuar anualmente, mediante declaração de reponsabilidade dos valores atestados pelas instituições financeiras, o pagamento relativo ao rebate de até dois pontos percentuais sobre as taxas de juros aplicado a partir da data de publicação da MP dispondo sobre a matéria. A aplicação do rebate, segundo o voto a ser encaminhado ao CMN, não poderá resultar em taxa de juros inferior a 6% ao ano inclusive nos casos já renegociados (AE).
Erro A Agência Estado, divulgou ontem um exemplo de erros cometidos pelo Banco do Brasil, no recálculo da dívida rural: um financiamento no valor de R$ 99.665,74, em dezembro de 1994, transformou-se numa dívida de R$ 1.902.869,01 em 28 de fevereiro deste ano, data em que o devedor, a Agropecuária e Industrial Serra Grande Ltda, da cidade de Balsas (Maranhão), foi intimada a pagá-la, sob pena de execução. O saldo, que em 15 de junho de 1995 era de R$ 108.003,32, foi elevado a essa despropositada quantia com base no cálculo que considerava juros de R$ 24.549 98 e a cobrança de uma Comissão de Permanência avaliada nesse período em R$ 1.770.315,71.



Soja/Chicago
A chuva continuou nas regiões produtoras de soja dos Estados Unidos e os preços voltaram a recuar. Ontem o primeiro contrato foi negociado, em Chicago, a 461,76 centavos de dólar/bushel (-0,81%). Em 30 dias -2,17%.
Soja/Paraná
O indicador de Preços da Soja, no atacado, ficou ontem em R$ 19,12/saca (+2,41%). Em dólar, US$ 9,97/saca (-0,10%). O Indicador é calculado com base nos preços praticados no mercado disponível em 5 praças do Estado do Paraná.
Coffee Brazil
Em maio do ano que vem será realizada a primeira feira internacional sobre cafés especiais em São Paulo, a ‘‘Coffee Brazil 2000’’. Maior produtor mundial, o Brasil está longe do sabor dos cafés especiais.
Coffee Brazil 2
Dos 35 milhões de sacas produzidas na última safra, apenas 700 mil foram de cafés considerados de alta qualidade. Dessas, apenas 180 mil foram consumidas no Brasil. Cafés especiais exigem investimentos e máquinas sofisticadas.
Milho/alta
O indicador de milho, no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 9,92/saca (+1,22%). Em dólar, US$ 5,17 (-1,34%). O valor a prazo ficou em R$ 10,30/saca (+0,98%). Veja nos abaixo preços ao produtor no Paraná.

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