Oswaldo Petrin
Leilão de álcool
-Para as destilarias do Paraná, o leilão de álcool foi fraco. O governo comprou apenas um lote, em Maringá, ao preço de R$ 232 por mil metros cúbicos, ou 0,232/litro. Em Londrina havia uma oferta, via Bolsa de Cereais e de Futuro (BCL), mas o vendedor pediu R$ 235,00 por mil metros cúbico, 0,235/litro. Ao preço de fechamento do leilão há um acrescimento de menos de cinco centavos/litro (R$ 0,0495/litro) de subsídios do governo. Antes do início do leilão o mercado estava pagando mais, quase R$ 400,00/mil metros cúbicos. No Estado de São Paulo o leilão pagou preço ainda menor: média de R$ 228,00/mil metros cúbicos.
-Perguntado sobre setor sucroalcooleiro os resultados do leilão de ontem, o presidente da Bolsa de Londrina, Nagib Abudi, comentou que a brutal transferência de recursos para o setor intermediário, principalmente o varejista, comparando as médias recebidas pelos produtores (destilarias) com o preço praticado na bomba do posto, até R$ 0,60/litro.
-Os paulistas acham que a criação da Bolsa Brasileira de Álcool Ltda. está conseguindo elevar o preço do litro do produto. Instalada no final de maio, a bolsa reúne cerca de 170 usinas e controla a comercialização de cerca de 85% do álcool produzido na região centro-sul do país. A empresa comercializa o produto a R$ 0,36 o litro. No início do ano, usinas da região de Ribeirão Preto chegaram a vender o litro do álcool a R$ 0,14, quase metade do preço de custo. O estoque do produto no país chegou a atingir 2 bilhões de litros.
A região centro-sul é responsável pela produção de 12,25 bilhões de litros de álcool ao ano. Em todo o país, são produzidos 13,78 bilhões de litros.
-Pois é, mas apesar disso, nos leilões realizados pelo governo para compra de álcool para o estoque regulador da Petrobrás, o preço do litro cai para míseros apenas R$ 0,225.
- Aumento Por falar em combustível, o governo anuncia mais um reajuste (ou seria aumento real?) nos combustíveis, na sexta-feira: 9,7% para a gasolina, 14,12% no diesel e 10% no gás liquifeito. O quarto reajuste do ano nos preços dos derivados de petróleo deve ter impacto de 0,4 ponto percentual sobre a inflação de julho, de acordo com o coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da USP, Heron do Carmo. Mas o aspecto técnico, de peso no índice, é menos relevante nesse momento de baixa atividade econômica do que o prenúncio de uma nova desorganização do orçamento familiar.
-O secretário do Sindicato das Distribuidoras, Sebastião Lara, disse ontem que as distribuidoras repassarão aos seus preços o reajuste concedido às refinarias. A estimativa do Governo é que, na média, o impacto desse reajuste para o consumidor seja de 9,7%, no caso da gasolina, e de 14,1% para o óleo
diesel.
Dólar/juro
O dólar subiu com força durante a manhã, e as taxas de juros recuaram no mercado futuro, com a expectativa do mercado em relação à decisão que seria tomada no final da tarde, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), reduzindo as taxas de juros. (Veja nas páginas de Economia).
Primários
O mercado esperava queda das taxas básicas de juros de 22% para 20% ou até abaixo deste patamar. O futuro de DI de agosto, que projeta os juros para julho, recuou de uma projeção de 20,02% na terça-feira para 19,83% ontem.
Empresas
O comportamento do dólar ontem confirmou as previsões do administrador de recursos Dimitri Eduardo Abudi, de Londrina, que previu alta, pressionada pelo volume de compras por parte de empresas que precisam quitar contratos externos.
Em alta
Às 17 horas de ontem as cotações do dólar estavam em R$ 1,78. O dólar havua terminado a manhã em alta de 0,48%, cotado a R$ 1,783 para venda,
R$ 1,782 para compra. A máxima atingida foi de R$ 1,785 para venda.
Para julho
Os futuros de dólar acompanharam o mercado à vista e terminaram em alta. O futuro de julho subiu 0,59% pela manhã, estimando cotação do dólar a R$ 1,79 para o fim deste mês. Operadores paulistas trabalham com alta.





