Pressão sobre o dólar
-Acontece hoje a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em
Brasília, que deve definir nova redução das taxas de juros adotadas pelo Banco Central. Atualmente, a taxa Selic, que baliza o teto dos juros brasileiros, está em 22%. A redução dos juros sugere que o governo já não teme tanto a saída do capital especulativo, que injeta dólares na economia. Embora uma taxa menor que 22% (especialistas acham que pode ficar entre 19% e 20,5%) ainda seja altíssma, na verdade é quase a metade da taxa de juros básicos do início do ano. Tudo indica também que Armínio Fraga está preocupado em retomar o crescimento da economia. A redução dos juros sinaliza que a equipe econômica já não está temerosa de que o crescimento do consumo reflita na inflação.
-Aviso aos aplicadores: queda de juros e evasão de capital especulativo constituem pressão sobre o dólar.
-O administrador de recursos Dimitri Eduardo Abudi, diretor da ‘‘Investidor Global’’, de Londrina, acrescenta mais um fator - o dólar - que aponta a preocupação de Fraga em flexibilizar as variáveis que determinam o comportamento da economia. Segundo o especialista, a leitura que Fraga faz da economia neste momento é que o dólar, a 1,70 ou 1,80, não pressiona a inflação.
-Dimitri E. Abudi, que dá consultoria a empresas e investidores de São Paulo e Paraná, disse ontem que o mercado comercial do dólar está sob forte pressão de demanda e vai continuar até final de julho. A demanda obrigatória - empréstimos externos que não serão renovados - por dólar na última semana de junho é de US$ 1,2 bilhão. O mês de julho terá uma demanda total de US$ 3,9 bilhões, quase US$ 1 bilhão por semana.
-Por que isto acontece? Dimitri lembra que os juros externos estimularam a captação de recursos no exterior.
-Até a crise cambial de janeiro, era vantajoso captar lá fora. Basta pegar as taxas praticadas lá fora, baseadas em libor e na prima-rate (entre 10% e 11%), e compará-las com as taxas internas, de mais de 30% ao ano.
-Como as linhas de crédito não estão sendo renovadas, as empresas precisam saldar compromissos em dólar e, como não podem mais recorrer ao BC (como costumavam fazer) para comprar a moeda norte-americana. Assim, acabam tendo que entrar no mercado, o que pressiona a alta da moeda. Mas, nada de absurdo, segundo Dimitri, pois a pressão de alta deve acabar no final de julho.
-Outro fator de pressão apontado pelo consultor é o baixo nível de reservas que só se normalizará com o aumento das exportações, que deveria ter ocorrido em abril, mas ainda não está acontecendo.



Lata de aço
Enganam-se os que pensam que toda embalagem de óleo tem que ser de plástico. A lata de aço da Brasilata ganhou prêmio mundial na categoria ‘‘General Line Industrial’’ conferida às embalagens metálicas. Foi no torneio The Cans of the Yer Awards, em St. Louis, MO/EUA.
Brasilata
A embalagem premiada é a lata quadrada de 9 litros com frisos horizontais do óleo Salada, da Ceval. O processo é inédito em latas quadradas, segundo a Brasilata, fabricante brasileira de latas de aço.
Antioxidante
A vantagem, para o óleo combustível, é a técnica de proteção da lata de aço que evita oxidação do óleo ou gordura, ao contrário das embalagens transparentes, que requerem aditivos antioxidantes.
Gestão
O novo processo foi criado por funcionários da fábrica, unidade de Ouro Verde (GO). A empresa adota a gestão participativa e mantém um projeto interno chamado ‘‘Simplificação’’ que dá prêmios à criatividade dos empregados de todos os níveis.
‘‘Inventores’’
‘‘Somos 800 inventores dentro de nossas fábricas, buscando inovações que valorizam as embalagens’’, afirma Antônio Carlos Teixeira Alvares, superintendente da Brasilata. Empresa processa 36 mil t de folha de aço e faturou R$ 91 milhões em 1998.

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