A CPMF em cascata
-Não se pode subestimar o peso da CPMF na economia de cada brasileiro que sobrevive entre a população economicamente ativa. E cabe perguntar: considerando a cobrança de impostos em cascata - que é o que mais acontece no sistema tributário brasileiro - quem sabe qual o peso dessa ‘‘contribuição provisória’’ na ponta de qualquer cadeia produtiva?.
-Como a cobrança é na compensação do cheque, digamos na calada da noite, o impacto passa despercebido da maioria. Porém, se for considerado seu efeito multiplicador e repetitivo, a constatação sobre o a sangria feita por este imposto é ainda mais desanimadora. Portanto, o estrago da CPMF é bem maior do que se pensa.
-A CPMF voltou a ser cobrada quinta-feira, com uma alíquota de 0,38%, depois de quase cinco meses ausente da vida do contribuinte brasileiro. Se a cobrança fosse suave para cada indivíduo - como sugere o percentual -, ela não somaria portentosos R$ 17 bilhões que o governo espera arrecadar ao longo dos próximos 12 meses.
-A alíquota será de 0,38% até o dia 16 de junho de 2000. Do dia 17 de junho de 2000 até o dia 16 de junho de 2002, a alíquota passará a 0,3%.
-A melhor avaliação sobre a nova cobrança esta semana veio dos executivos financeiros. O impacto da CPMF na economia pode levar a aumentos maiores no preço final dos produtos. Tudo vai depender da extensão da cadeia produtiva desse produto. Segundo cálculos do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Oliveira, um produto que passe por três etapas antes de ser finalizado ficará 1,14% mais caro com o advento da CPMF. Se o número de etapas fosse cinco, o preço final desse mesmo produto ficaria 1,91% mais alto.
-Não é difícil encontrar na cadeia produtiva de alimentos, por exemplo, itens cujos processos de comercialização e industrialização incluam três a cinco fases.
-Mas se o problema é o imposto em cascata, como bem coloca a Associação dos Executivos Financeiros, a CPMF é um exemplo do chamado imposto em cascata, isto é, incide sobre cada etapa da produção. Como não conseguimos escapar, a CPMF vai sendo acumulada sobre o preço do produto assim que cada fornecedor entrega a sua parte. Quanto maior a cadeia produtiva, mais alto será o preço final por causa da CPMF.
-A sugestão é que cada agente econômico e, em especial o consumidor, fique atento aos aumentos abusivos, sugere a Associação dos Executivos Financeiros, Anefac. Pelos cálculos da Anefac, um produto que tenha seu preço reajustado em 5% precisa ter uma cadeia de produção formada por 13 fornecedores diferentes. Apenas para alívio geral, para um aumento de 10%, a produção teria de ser ainda mais complexa: exigiria que, antes de ter ficado pronto, o produto tivesse passado por 26 empresas diferentes, cada uma cuidando de uma etapa da fabricação.

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Sábado é dia de cartas, e-mails e para recuperar recados e desabafos da semana. Cláudio S. Werner, de Cambé: Cadê o programa de calcário antes dos plantios de verão? Era um bom programa que caiu no esquecimento. Sabe se vão recuperar?
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Mauro Pardo, Iepê (SP): Legal essa onda nacional contra os transgênicos. No fim das contas argentinos e americanos ficam com preços baixos e nós vamos oferecer soja só para naturalista. Aí eles resolvem abandonar nosso produto elegando ter mais agrotóxicos que os transgênicos. O que será verdade.
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Vanderley Primon, de Nova Londrina - Excelente o mercado da Folha . Ficaria grato se acrescentassem preço de bezerros e reposição, e os preços de descarte no Noroeste e Navirai, no meio da semana.
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Carlos Conti, Maringá: Se entendi bem, o nosso presidente vai anunciar o plano de safra em discurso na tv no próximo dia 25. Será que vai conjugar verbo no futuro (promessa) ou falará de coisa concreta? Vamos ter custeio?.
Olho no CMN
A reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) no próximo dia 30, deverá prorrogar por até 90 dias o pagamento da primeira parcela das dívidas dos cafeicultores. O CMN também vai apreciar propostas de dívidas securitizadas.

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