Oswaldo Petrin
Lição que vem da Bélgica
- É natural, quase intuitivo, que outros países exportadores de frango fiquem de olho no espaço deixado pela Bélgica. Do jeito que o comércio anda competitivo, pimenta na ração dos outros é refresco. E o Brasil, que é competente no frango, tem todo direito de habilitar-se. Mas as coisas podem não ser bem assim.
- Entretanto, preocupa a declaração, ontem, de um dirigente da União Brasileira de Avicultores (UBA), João Tomelli, segundo a qual o Brasil deverá ocupar este espaço. Contudo, parece não ter ponderado que o episódio belga nos oferece uma grande lição; mais que uma lição: uma advertência.
- Embora responsáveis, as indústrias de ração têm mais é que dobrar a vigilância sobre seus produtos. O Sindirações, entretanto, não confirma que isto esteja sendo feito. Pois então que a fiscalização oficial o faça, antes que ocorram desastres semelhantes. Tirar proveito comercial, sim e no bom sentido porque é inerente à livre concorrência. Mas, sobretudo, tomar como exemplo o inferno belga e adotar precauções. Pode ocorrer com qualquer indústria ou abatedouro no mundo inteiro.
- Além disso, não se deve esquecer que as barreiras alfandegárias estão passando a ser barreiras sanitárias. Ou melhor, as barreiras sanitárias são o novo nome das barreiras alfandegárias. Com a globalização, fica mais difícil disfarçar o protecionismo. Aí os países ricos, como França e EUA, que usam e abusam do estímulo à exportação e das barreiras protecionistas, pressionam para aumentar as exigências sanitárias. Neste caso o Brasil não pode prescindir de uma postura energicamente defensiva para se resguardar de quaisquer suspeitas.
- E mais, o problema da dioxina na Bélgica está ganhando novas dimensões. E o castigo imposto pela UE vai além do frango. Ontem, o Comitê Veterinário Permanente da União Européia adotou a proibição de comercialização, venda direta ou exportação da carne de frango, ovos, leite e manteiga, carne de suínos e gado procedentes das exportações agrícolas belgas.
- Estas exportações foram colocadas sob vigilância pela suspeita de que os animais em questão foram alimentados com farinhas contaminadas com dioxina, produto considerado cancerígeno.
- Cerca de mil pedidos de exportação de frangos e ovos, assim como suínos se encontram sob quarentena pelo risco de terem sido contaminados pela dioxina, segundo informação dada pelas autoridades belgas à Comissão Européia.
- As exportações de aves e ovos afetadas chegam a 554 (10% do total), as de suínos entre 400 e 500 (aproximadamente 2%), enquanto que não existe ainda uma lista de exportações de carne de vaca e leite potencialmente afetadas, segundo um porta-voz da Comissão à France Presse e AE.
Tratores
Com cinco anos de prazo, um ano de carência e taxa de 11,95% ao ano (1% ao mês), não é difícil adquirir um trator financiado pela Finame. Já foi mais fácil, antigamente. Mas, nos últimos anos, este tem sido o melhor plano.
Potencial
A Dimasa (Massey Ferguson), recém-instalada em Londrina, aposta no potencial do mercado. Ela representa a marca nas regiões de Cornélio Procópio, Londrina e Arapongas. A Massey detém 32% do mercado paranaense e 35% do mercado brasileiro, segundo Francisco Carlos Vieira, da Dimasa.
Vida útil
A empresa é de Guarapuava. O diagnóstico do mercado é o seguinte: a frota das três regiões (de todo o Paraná) está no limite, exceção apenas de Assaí, onde o limite de 10 anos já está estourado.
Tecnologia
Um trator tem vida útil entre 8 e 10 anos. A média paranaense está bem acima disso. O agricultor vai querer substituir a máquina. Não só pelo aumento do custo de manutenção mas pela mudança tecnológica dos últimos anos.
Potência
Quem comprava trator com 75 cv de potência está preferindo os que têm mais de 110/120 cv. E a expansão do plantio direto - lembra Francisco Vieira - aumentou a demanda de tratores mais potentes.





