Preço do álcool
-Sábado é dia dar mais atenção às sugestões, críticas, desabafos, enfim às correspondências, por cartas, e-mails ou por telefone, que é mais comum. Vou dedicar espaço principal da coluna, hoje, aos argumentos do presidente da Associação de Produtores de Álcool e Açúcar do Estado do Paraná (Alcopar), Anísio Tormena. A Alcopar dá a versão dos produtores e álcool sobre comentários feitos esta semana com relação à política do governo de fixar preço para o álcool.
-A preocupação do empresário é que o setor sucroalcooleiro seja colocado como ‘‘uma espécie de vilão’’, adjetivo que ficaria melhor se atribuído aos segmentos que se utilizam do álcool para obter lucro incompatível.
-‘‘Quando o setor encontrava-se ainda sob a tutela do governo federal, em 1997, o preço do litro de álcool foi tabelado em R$ 0,41, suficiente para cobrir os custos de produção, ao redor de R$ 0,35, e assegurar uma margem de remuneração aos produtores. Já a partir do ano seguinte, entretanto, com a liberação do mercado e as dificuldades financeiras enfrentadas pela maioria das unidades produtoras, esse preço sofreu forte aviltamento.
-‘‘A pressão econômica das companhias distribuidoras, que aproveitaram-se das circunstâncias adversas enfrentadas pelo setor, fez com que o preço do litro de álcool despencasse para patamares considerados irrisórios, entre R$ 0,15 e R$ 0,16, o que agravou ainda mais a situação financeira das destilarias que, sem mercado para álcool e com necessidade de honrar compromissos, foram obrigadas a vender grandes volumes do produto naqueles níveis.
-‘‘Durante um longo período, importante ressaltar, as companhias distribuidoras e postos de combustíveis amealharam um farto lucro fácil, ao comprar álcool a valores extremamente aviltados - e sem repassar nenhuma vantagem econômica ao consumidor - os preços nas bombas mativeram-se até mesmo acima de R$ 0,65 o litro (caso de Maringá e outras cidades), uma diferença de 200% entre uma ponta e outra. E só recentemente é que, em algumas poucas localidades, estabelecimentos começaram a fazer promoções atraentes sob o ponto de vista dos consumidores.
-‘‘É preciso deixar claro que os produtores de álcool não estão pleiteando enormes aumentos de preços, como saiu publicado, mas apenas a recuperação de parte dos mesmos para que possam sair do vermelho e continuar com suas atividades.
-Outra informação do presidente da Alcopar, Anísio Tormena: o trabalho da Bolsa Brasileira de Álcool (BBA) é justamente este: fazer com que o preço do litro atinja, ao menos, a faixa de R$ 0,36 - o que ficaria pouco acima do custo de produção e mesmo assim bastante inferior ao valor tabelado de R$ 0,41 praticado em 1997.


Leitor/conflito
Angelo N. Abreu, de Londrina: ‘‘No artigo sobre competitividade industrial, o conflito da globalização e do neoliberalismo está em formar pessoas para serem competitivas em vez de formar cidadãos para serem felizes. Parabens pela abordagem.
Leitor/cartéis
Carlos R. Pinheiro, de Maringá: O artigo ‘‘quem tem medo das multinacionais’’, deixa a impressão de que a com globalização, a formação de cartéis é algo inerente com que devemos nos acostumar. E, de repente, cartéis deixam de ser danosos para serem filhos pródigos da modernidade. Lamentável.
Leitor/cartéis 2
Marco A. Simões, de Cornélio Procópio: Ilusório é achar que a concentração da industria da soja nas mãos de poucas multinacionais não tenha consequência para o agricultor. Quem pensa assim deve estudar a história do rami e da sericicultura no Paraná.
Leitor/‘Viagem’
Jacy Alves, de Uberlândia: Interessados em participar de ‘‘viagens técnicas’’ para conhecer agricultura nos EUA e Canadá podem obter informações com o diretor do IICA/The Fellow Ranchers no Brasil. Tel (034) 269-6099, e-mail: [email protected].
Expocorte
Entre 12 e 20 de junho, São Paulo será a capital da pecuária de corte. Será realizada, no Parque Água Funda, a 5ª Expocorte, Exposição das Raças Bovinas de Corte, com 1,5 mil animais de 21 raças. Altair Albuquerque (011)280-6400.

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