Taxa para os cartórios
-O presidente da Faep, Ágide Meneguette, enviou ontem ao governo do Estado, aos presidentes do Tribunal de Justiça e da Assembléia Legislativa, carta solicitando mudanças na lei 12.216/98, que cria o Fundo de Reestruturação do Poder Judiciário (Funrejus). Uma das fontes de renda do fundo é a cobrança de uma taxa de 0,2% sobre o valor do título do imóvel ou da obrigação nos atos praticados pelos cartórios de protesto de títulos, registros de imóveis, títulos e tabelionatos.
-Segundo o presidente da Faep, isto significa que se um produtor rural fizer um financiamento de R$ 10 mil e tiver que registrar em cartório, por causa de garantias, além do preço do serviço do cartório, terá que pagar mais R$ 20,00 para o Fundo. Ou se tiver que registrar em cartório, a compra de um imóvel ou qualquer outra obrigação que for necessário o registro em cartório, pagará igualmente 0,2%. O registro de um imóvel de R$ 100 mil, além dos serviços do cartório, é onerado em mais de R$ 200,00.
-Pelos exemplos relacionados ontem pela Faep, pode-se verificar que se trata de mais um custo sobre os produtores ou sobre qualquer cidadão ou empresa que venham a necessitar dos serviços cartoriais ou de tabelionatos. A reivindicação é que os agricultores sejam isentos da taxa, ou fazer com que ela incida apenas sobre o valor dos serviços a serem pagos aos cartórios. Afinal a agricultura está em situação difícil por causa da queda de preços. A cobrança de uma nova taxa de 0,2% é inoportuna porque onera a produção.
- Perdigão A Perdigão está prevendo um faturamento de pelo menos US$ 300 milhões com exportações este ano, 15% a mais do que os US$ 260 milhões de 1998. Se confirmado o valor também representará cerca de 35% da receita líquida projetada, contra uma participação de 25% sobre R$ 1,2 bilhão em vendas líquidas no ano passado.
-Segundo o presidente da companhia, Nildemar Secches, os negócios externos foram favorecidos pela desvalorização do real e por um planejamento previamente estabelecido, que inclui melhorias na infraestrutura de produção e prospecção de novos clientes. Ele não quis informar quais os novos mercados potenciais, limitando-se a relacionar os tradicionais: Japão, Europa e Oriente Médio. ‘‘A desvalorização foi bem-vinda para a Perdigão’’, disse o executivo em reunião à Agência Estado. O efeito positivo ocorreu sobre as exportações porque o ajuste cambial provocou um aumento de 422% nas despesas financeiras no primeiro trimestre, em função do impacto sobre a dívida líquida em dólar, de US$ 260 milhões, levando ao prejuízo de R$ 5,7 milhões no período. Atualmente a empresa tem R$ 500 milhões em aplicações e o endividamento dolarizado sem hedge equivale a seis meses de exportações.

Milho/atacado
O indicador de milho, no atacado, ontem, calculado pela FGV/BM&F, ficou em R$ 9,07/saca (-0,33%). Em dólar, US$ 5,22 (-0,57%). O valor a prazo ficou em R$ 9,40/saca (-1,05%). Veja nesta página preço pago ao produtor do Paraná.
Boi/SP
O preço à vista do boi gordo, ontem, em SP, ficou em R$ 29,53/arroba (-0,54%). Em dólar, US$ 16,92 (-1,74%). A prazo, R$ 30,26 (-0,10%). Os dados são da Esalq/USP e foram divulgados pela BM&F/AE. Veja também preços no Paraná.
Soja/Paraná
O Indicador de Preços da Soja ficou ontem em R$ 16,22/saca (+1,12%). Em dólar, US$ 9,33/saca (+0,86%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do estado do Paraná.
Cafés finos
O valor à vista em reais do café, ontm, teve alta de 1,63% (R$ 208,22/saca). Em dólar, subiu 1,33% (US$ 119,81/saca). A prazo, a cotação ficou em R$ 210,08/saca (+1,63%). Os valores foram divulgados pela BM&F/AE.
Saúva
O presidente da Associação de Municípios de Entre Rios (Amerios), Antônio Cabrera de Sá, prefeito de São Tomé, alerta que as saúvas estão devorando as partagens. Elas sempre existiram mas agora estão demais. Cabrera convocou os 32 prefeitos da associação para programa urgente de combate à saúva.

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