Leilão de álcool: fraco
-E o preço do álcool segundo o governo? Teria sido bom ou ‘péssimo’, como chegarm a prever algumas destilarias do Paraná? Ontem foi realizado o leilão de álcool cujo comprador é o governo, dentro da estratégia de enxugar o mercado e dar uma força para os setor.
-O menor preço de álcool comprado pelo governo no leilão foi de R$ 0,222 por litro e o preço máximo, de R$ 0,297, com uma média ponderada de R$ 0,236. No leilão da semana passada, o preço máximo atingiu R$ 0,360.
-Os usineiros paulistas vinham reclamando. Eles tem produtividade e conversão menores e, portanto, custo maior. Mas os paranaenses - mais eficientes em cana - também não estavam animados com os resultados do primeiro leilão dias atrás. E não têm apostado muito.
-O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Bolívar Moura Rocha, disse ontem à repórter, Mariângela Herédia,
da AE, que o resultado do leilão para compra de álcool, realizado hoje pelo governo, confirma a indicação de saída do álcool do ambiente de crise que vem atravessando há 14 meses.
-Para as associações que representam os produtores de álcool dos Estados de São Paulo e Paraná, tão importante quanto o preço é o volume negociado. No leilão de ontem, o governo comprou apenas 37,4% dos 100,2 milhões de litros ofertados significa, na avaliação do secretário, que por esse mecanismo o governo induziu a retomada de preços no mercado, já que os produtores preferiram aguardar um preço melhor no mercado. Ele admitiu a possibilidade de a retomada dos preços na bomba vir a afetar o valor pago pelo consumidor. Mas disse que a retomada deve ser uma volta ao patamar da normalidade, porque os preços atuais estavam irreais.
-Historicamente, o preço do álcool representava de 80% a 82% do preço da gasolina mas, após a liberação do mercado, em alguns locais os preços do produto na bomba estão entre R$ 0,29 e R$ 0,30, menos de 70%. O secretário-executivo disse que a determinação do presidente Fernando Henrique Cardoso e as ações do governo para garantir a retomada do Proálcool têm o objetivo de preservar 1, milhão de empregos diretos gerados pelo setor sucroalcooleiro e 66 mil fornecedores de cana.
-Embora os problemas ainda possam perdurar no setor, as medidas tomadas pelo governo, como a isenção do IPI apenas para os táxis a álcool, o aumento de 24% para 26% da mistura de álcool anidro à gasolina e a frota verde (oficial) - que deverá decolar a partir da oferta de carros a álcool pelas concessionarárias - deverão criar um adicional de demanda. Mas as destilarias precisam de mais alguns dias para uma análise mais confiável.

Café
Semana termina com expectativa nervosa no mercado. Previstos 90 dias de sobressaltos. As exportações estão diminuindo e o inverno deve ser rigoroso, conforme todas as previsões.
Café 2
Análises dos técnicos do Escritório Carvalhaes, de Santos, à Agência Folha, ontem, apontam a situação do mercado como delicada mesmo sem a ocorrência de geadas. Isso porque a oferta será insuficiente na safra 1999/2000.
Milho
O indicador de milho, no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 9,06/saca (-0,11%). Em dólar, US$ 5,26 (-0,57%). O valor a prazo ficou estável em R$ 9,40/saca. Veja também preço ao produtor nos quadros abaixo.
Não se iluda
Ninguém se preocupe com a queda no preço do milho. A safrinha (pela primeira vez em 10 anos) será prejudicada pelo clima e terá colheita menor que o previsto. Fator de alta no segundo semestre.
Boi/SP
O preço à vista do boi gordo em SP - referência para demais regiões - ficou em R$ 29,67/arroba (-0,03%). Em dólar, US$ 17,24 (-0,46%). A prazo, o preço ficou em R$ 30,41 (+0,16%). Os dados são da Esalq/USP/AE.

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