Opção pelo transgênico
-A posição de instituições e pessoas estão ficando mais claras com relação aos transgênicos. Tanto os que se posicionam contra como os que aceitam a novidade, estão se expondo mais. E as críticas tendem a sair do emocional e ideológico para apresentar argumentos consistentes. Ainda falta embasamento às críticas que, apesar do abundante espaço na mídia, pouco esclarecem ao cidadão comum. Também as empresas precursoras da tecnologia estão se tornando mais transparentes.
-De obscuro só mesmo as consequências da reengenharia genética. Mas, com certeza, mais dias, menos dias, a sociedade será informada. E todos verão - espera-se - que a tecnologia só trouxe benefício.
-Esta observação decorre dos debates, como o de ontem no Congresso Brasileiro de Soja (ver matéria principal nesta página) e o da próxima semana, com relação a cafés transgênicos (no Seminário Internacional de Biotecnologia da Agroindústria Cafeeira, que começa segunda-feira). Antes, essas discussões estavam restritas ao seleto colegiado da CTNBio. Que, aliás, aprovou a inovação.
-Enfim, quem estava em cima do muro já se manifesta. A Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) - duas das principais entidades representativas dos produtores rurais - consideraram acertada a decisão do Ministério da Agricultura de conceder o registro para o plantio e comercialização da soja transgênica no País. Para o presidente da CNA, Antônio Ernesto de Salvo, prevaleceu o ‘‘império do juízo’’ na decisão. Ele disse que a CNA não vai aconselhar ninguém a plantar a soja transgênica, mas observou que o produtor brasileiro precisa ter o direito de aderir às inovações tecnológicas. O diretor-superintendente da OCB, Amilcar Gramacho, disse que a aprovação do registro pelo Ministério da Agricultura é boa porque dará armas ao produtor nacional para competir com as novas tecnologias.
-Ele avalia, no entanto, que é preciso ampliar a discussão sobre todos os aspectos relacionados aos transgênicos para que o consumidor brasileiro entenda e se conscientize de que os produtos são seguros. O presidente da Ocepar, João Paulo Koslovsky, também aplaudiu a iniciativa ao afirmar que seria um retrocesso tecnológico o País cercear os transgênicos. ‘‘A opção de plantar ou não tem de ser do produtor rural’’, disse, em entrevista, ontem, à repórter Mariângela Herédia, da AE.
-Koslovsky destacou ainda a possibilidade de o produtor nacional optar por atender mercados específicos de soja não-transgênica. ‘‘As cooperativas do Paraná estão sendo procuradas por grupos da França para produzir soja não-transgênica, e isso é saudável’’, avaliou. O presidente da Ocepar defende a rotulagem obrigatória dos produtos transgênicos e observa que o Brasil precisa ter laboratórios capazes de identificar os organismos geneticamente modificados. Já o presidente da CNA, Antônio Ernesto de Salvo, diz que a entidade mantém a posição de que apenas os produtos não-transgênicos devem ser rotulados.

Café/Lerner
Nesta sexta-feira, às 12 horas, o governador Jaime Lerner e o ministro Francisco Turra devem lançar oficialmente a colheita de café na Fazenda de José Ferroni, no Norte Pioneiro.
Alerta/insumos
Reportagem de Paulo Pegoraro, de Cascavel, alerta para a venda de insumos falsificados, conforme a Defesa Sanitária Vegetal da Seab/Cascavel. Grãos industriais são ‘‘transformados’’ em ‘‘sementes fiscalizadas’’.
Fraude
Produto apresenta embalagens de boa aparência, de marcas já conhecidas ou inexistentes. Os grãos (de forrageiras como aveia preta, braquiaria e milheto), com problemas de germinação e impurezas vêm do Centro-Oeste.
Aftosa
Campanha de vacinação contra aftosa termina hoje no Circuíto Centro-Oeste. No Paraná é feito o rastreamento da compra da vacina que vai indicar o índice de imunização. Expectativa da Seab é atingir 100% do rebanho.
Aftosa 2
A partir de amanhã, médicos-veterinários vão visitar propriedades suspeitas de não terem vacinado. Comprovada a infração, o dono terá prazo de 24 horas para fazer a vacinação. (Vania Casado, Curitiba).

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