Oswaldo Petrin
Chance de exportar
-Enquanto o Conselho de Sanidade Agropecuária (CSA) concentra esforços na região de Londrina para que a vacinação contra aftosa chegue a 100% do rebanho, há informações de que aumentam as chances de o Paraná entrar no seleto grupo de exportadores de carne bovina para a União Européia e Estados Unidos. O Comitê Internacional do Office International des Epizooties (OIE) vai apreciar, a partir da próxima semana, durante toda a segunda quinzena deste mês, vários processos e relatórios sobre condições de sanidade do rebanho bovino brasileiro. Há um precedente favorável: os Estados do Sul são vistos como regiões de melhor nível sanitário, tanto que Rio Grande do Sul e Santa Catarina são considerados área livre de aftosa com vacinação.
-O ministro Turra vai participar, em Paris, dessas reuniões, do Comitê do Instituto de Epizootias. Antes ele vai a Roma, onde manterá contatos com o ministro da Saúde e o secretário de Vigilância Sanitária da Itália, com vista à próxima assinatura de acordo bilateral na área sanitária, bem como visitar o ministro da Agricultura daquele país, para tratar de matéria relacionada à área de coooperação sanitária e fitossanitária, além de outros temas de interesse da pasta.
-Nas reuniões do OIE, Turra vai apresentar documento sobre a posição do Ministério em relação aos Estados do Circuito Oeste - Paraná no meio - devendo sair do encontro com uma perspectiva de prazo para a liberação.
-O Brasil tem interesse em apressar as exportações diante de prognósticos de que o mercado estará menos competitivo ano que vem, com chances de bons negócios, principalmente na UE.
-As exportações de carne bovina este ano devem atingir o volume de 610 milhões de toneladas equivalente carcaça, um crescimento de 65% em relação às 370 milhões de t em 1998. Os recursos gerados pelas exportações deverão somar US$ 801 milhões, 40% a mais que os US$ 572 milhões em 1998. A estimativa consta de 1999, anuário estatístico elaborado pela FNP Consultoria, divulgado ontem pela AE e que estará disponível a partir do final deste mês.
-A estimativa de crescimento das exportações e dos ganhos decorrentes das vendas externas foi baseada na desvalorização cambial registrada pelo real ante o dólar em janeiro e também na nova política comercial que começa a se delinear nos EUA.
-Os EUA estão reduzindo seus subsídios para commodities de exportação, como a carne bovina, para que as exportações se concentrem em produtos em que possuem vantagem competitiva. O resultado desta política, no médio prazo, é de uma redução nas exportações norte-americanas, e isto abre espaço para a carne brasileira. A expectativa é de que o Brasil atinja exportações de 1 milhão de t já no ano 2000.
Soja/Justiça
A Embrapa-RS conseguiu, na Justiça, efeito suspensivo da interdição parcial de uma área de 2,13 hectares do experimento com soja transgênica, realizada pelo governo do gaúcho, através da Secretaria da Agricultura.
É legal
A juíza Maria de Fátima LabarrSre, do Tribunal Regional, considerou que a Embrapa preenche os requisitos legais para a experiência, dispensando estudos sobre impacto ambiental exigido pelo Estado.
Ciência
Magistrada disse mais, em seu despacho: Não se pode impedir que o País busque conhecimentos sobre essa tecnologia nova, até mesmo para saber se o material modificado geneticamente é ou não prejudicial á saúde e ao meio ambiente.
Política
Interdição - que tem cunho político -, poderia prejudicar a investigação científica, segundo a juíza. Mas o governo do RS promete continuar batendo forte contra os transgênicos. (Enquanto o tema render espaço na mídia, é claro).
Carona
Outro que pega carona na polêmica para aparecer é o ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho: vai pedir estudos sobre o impacto ambiental dos transgênicos. A CTNBio, um colegiado de técnicos de várias instituições, havia dispensado.





