Biotecnologia cafeeira
-A Biotecnologia, divisor de água na história da ciência e tecnologia (tema de livro ‘‘O Século da Biotecnologia’’, do economista norte-americano Jeremy Rifkin), sustenta avanços polêmicos como clonagem e organismos geneticamente modificados, cuja discussão transcende o mundo acadêmico e chega aos consumidores.
-O Paraná vai ter o privilégio de sediar (no Iapar, em Londrina) um seminário que reunirá os maiores especialistas em produtos transgênicos, clonagem de plantas e outros temas. Trata-se do 3º Seminário Internacional sobre Biotecnologia na Agroindústria Cafeeira, de 24 a 28 de maio.
-Os temas polêmicos chamam a atenção de todos: técnicos, produtores, industriais e, principalmente, consumidores. Mas o pano de fundo, o que permeia os trabalhos (todos inéditos) é a busca da qualidade do café. Este é o objetivo. O Seminário vai mostrar tudo o que o Brasil e outros países estão fazendo pela qualidade do café, o produto que mais gera negócios no mundo, depois do petróleo. Interessa ao setor industrial, além da produção de matéria-prima, enfim todos os agentes da cadeia produtiva do café.
-Portanto, transgênicos à parte, os especialistas vão discutir descobertas que levam à melhoria da qualidade, da produtividade e da eficiência produtiva, visando um mercado competitivo e globalizado atinge em cheio o agronegócio café. E neste ponto o seminário terá muito a oferecer aos participantes. São 80 trabalhos, 40 conferências e exposição de trabalhos em pôsteres.
-A participação de especialistas de 17 países, já confirmada, dá idéia do conteúdo técnico do evento. Os organizadores são o Iapar, a UFPR e o Institut de Recherches et Développement de France (IRD), de Marselha/França. No apoio mais de uma dezena de instituições governamentais e grandes empresas privadas.
-A comissão organizadora escolheu bem os temas centrais que mexem com os interesses de todos os setores da cadeia café: 1) Potencial de mercado para cafés produzidos organicamente, 2) Criação de cafés aromatizados, 3) Processamento biotecnológico do fruto e da casca do café, 4) Tratamento de resíduos, 5) Qualidade organoléptica de cafés produzidos em diferentes ambientes, 6) Geração de novos produtos do café, como óleo, aromas, fermentos, alimentos e fertilizantes, 7) A biotecnologia na produção de café adensado - modelo Iapar, 8) O problema das micotoxinas em grãos de café, 9) sementes sintéticas, 10) biopesticidas. E outros.
-A Comissão organizadora prevê a presença de 600 pessoas dos diferentes segmentos da cadeia produtiva café. Questão ambiental e redução de custos são preocupação do evento. Haverá tradução simultânea para três idiomas.
-Para falar com a Comissão organizadora: (043) 376-2294 fax (043) 476-2101 e-mail: [email protected] Profº. Ricardo Soccol UFPR (041) 361-3183.

Café na Bolsa
O valor à vista, em reais do indicador do café Esalq/BM&F teve queda de 0,23%, (R$ 174,38/saca). Em dólar, o preço caiu 0,31% (US$ 104,54). A prazo, ficou em R$ 176,19/saca (-0,23%). Veja abaixo os preços no Paraná, ontem.
Boi/SP
Semana termina com o boi em alta. Preço à vista ficou em R$ 30,57/arroba (+0,16%). Em dólar US$ 18,33 (+0,16%). A prazo, o preço ficou em R$ 31,39 (-0,13%). Os dados são da Esalq/USP/AE. Veja preços no Paraná nos quadros das bolsas e do Deral.
Agronegócio
A economia dos Estados Unidos colhe os frutos de uma agricultura forte. O USDA mostra que de cada US$ 1 exportado, há a geração de negócios correspondentes a US$ 1,28 no mercado interno.
Ou seja:
As exportações de US$ 57,2 bi no ano agrícola 97/98 geraram US$ 73,5 bi ao país. Desse valor, US$ 6,2 bi no setor de alimentos; US$ 16,2 bi na manufatura; US$ 23,6 bi, no setor de serviços; US$ 16,6 bi na lavoura, e US$ 10,9 no transporte (Agência Folha).
Agrishow
Agrishow fatura R$ 800 milhões em seis dias, diz a notícia. No final, espera-se um movimento 30% superior ao do ano passado. Detalhes: Essas promoções (exposições e agrishows) costumam falsear os dados reais. Não são confiáveis.

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