Oswaldo Petrin
Razões para acreditar
-As empresas estão mais ousadas no marketing, fogem do sistema ortodoxo de negociar e apresentam planos, no mínimo mais simpáticos. Jacto, Honda, Ford e Yamar, dão descontos e abrem mão dos juros nas parcelas de curto prazo, em até três vezes. Outras suavizam as taxas desse período. A New Holland facilita as negociações através de banco próprio. E assim conseguem injetar otimismo.
-Apesar da pesquisa feita pela CNI e divulgada ontem mostrando situação otimista entre as indústrias, convenhamos que, no macro, a situação é adversa. E, no entanto, algumas marcas conseguem quase uma reversão temporária, o que é altamente positivo.
-Os bons exemplos: o Banco New Holland lançou ontem, no Agrishow 99, em Ribeirão Preto (SP) uma nova forma de financiamento para tratores da marca, com um desconto de 20% sobre o preço total do bem. Segundo o diretor do banco, Hélvio Quintão, o objetivo é facilitar a aquisição de produtos New Holland ao mesmo tempo que procura criar uma fidelidade do cliente à marca. Explica que para ter o acesso aos 20% de desconto sobre o preço do produto, o comprador precisa se comprometer a realizar a manutenção do trator nas concessionárias New Holland e de trocar o trator, depois de 5 anos de uso, por outro da mesma marca.
-Honda diz que a perspectiva é otimista após a desvalorização do real, apesar de as vendas terem caído uma média de 30% nos três primeiros meses do ano em relação ao mesmo período no ano passado. Segundo seus diretores, a desvalorização salvou a agricultura da catástrofe, já que compensou os baixos preços obtidos pelas commodities agrícolas no mercado internacional e consequentemente evitou que o setor de máquinas e implementos naufragasse junto. Por conta da queda nos preços agrícolas, a empresa, que exporta para 60 países, não incrementou suas vendas no comércio exterior.
Medicinais O Grupo Hierba Salud inaugura hoje, às 16 horas, em Santa Maria do Oeste, a primeira unidade de secagem de ervas medicinais da região Centro-Oeste. Segundo o diretor comercial do grupo, Walter Rodrigues, o investimento é de R$ 35 mil e fará a secagem de duas toneladas de ervas por dia, oriundas de produtores da região.
-Nossa intenção é estimular o campo e a produção de ervas medicinais é uma alternativa para pequenos produtores, informou o diretor ao repórter Luiz CArlos Dias Júnior. A unidade foi toda desenvolvida por nós, desde estudos, até a montagem da parte industrial, acrescentou Rodrigues.
-Segundo ele, os produtores estão plantando as ervas medicinais por acreditarem que podem curar todo tipo de doença e entregam em sistema de parceria, como se fosse uma cooperativa real. Também estamos colaborando com a parte social, repassando informações para entidades, finalizou Rodrigues.
Soja/Paraná
-Indicador de preços da Soja Esalq/BM&F ficou ontem em R$ 15,91/saca (-0,81%). Em dólar, US$ 9,52 (+0,63%). O Indicador é calculado com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Paraná. Queda em Chicago travou mercado interno.
Safra
-A produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve subir para 80,57 milhões de toneladas este ano, superando em 7,37% o volume de 75,03 milhões de t registrado no ano passado. Relatório do IBGE, divulgado ontem.
Boi gordo
-O preço à vista do boi gordo ficou em R$ 30,52/arroba (+0,10%). Em dólar, a cotação fechou em US$ 18,26 (+1,61%). A prazo, ficou em R$ 31,43 (+0,06%). Os dados são da Esalq/USP e foram divulgados pela BM&F/AE.
Boi gordo 2
-Algumas consultorias, como FNP e Scot, acreditam que não devem ocorrer grandes mudanças nos preços da arroba nas próximas semanas, apesar de em maio se registrar maiores vendas.
Milho/lotes
-O indicador de preço do milho, no atacado, ficou ontem em R$ 9,09/saca (+0,55%). Em dólar, ficou em US$ 5,44/saca (+2,06%). O valor a prazo ficou em R$ 9,30/saca (-1,06%). Preço ao produtor no Paraná: entre R$ 7,80 e R$ 8,10.





