-Os alimentos que curam. Margarinas com ácidos graxos ômega 3 que produzem benefícios para o sistema cardiovascular. Já existem em vários países da Europa, pelo menos na Itália e Inglaterra. Na França, vende-se um tomate com maior concentração de licopeno, substância que protege contra o câncer da próstata. Produtos que, além de alimentícios, contêm elementos terapêuticos, como cebola e alho, por exemplo, só que agora com resultados já dimensionados, mais visíveis. Como esses valores transparecem no mercado é algo que ocorre de maneira ainda difusa.
-A nutracêutica chega com força total no Brasil. Ela propõe estudar os alimentos e identificar aqueles que podem ajudar na prevenção e no tratamento de doenças. De simples gripe a problemas no coração. As regras para os alimentos nutracêuticos, também conhecidos como funcionais, já estão praticamente prontas no Ministério da Saúde. A legislação visa regulamentar este novo mercado, evitando-se a venda de produtos que não tragam os benefícios prometidos para o consumidor.
-A nutracêutica levou os alimentos para o laboratório e comprovou que eles possuem compostos bioativos que ajudam na prevenção e tratamento de doenças. No Brasil, já são bem conhecidos os alimentos que auxiliam no funcionamento do intestino, como os leites fermentados e os pães com fibras.
-Nos dias 6 e 7 de maio, a Associação Brasileira das Indústrias da Alimentação (Abia) realizará, no Brasilton Hotel, em São Paulo, o 2º Seminário sobre Qualidade de Alimentos. Um dos painéis tratará especificamente dos alimentos funcionais e contará com a presença de representantes da indústria especialistas do meio acadêmico, como o professor titular da USP, Franco Lajolo, coordenador do comitê regulamentador dos alimentos funcionais . O tema central será ‘‘Segurança Alimentar e Novas Tecnologias de Alimentos’’. O objetivo é aprofundar a discussão sobre a qualidade dos alimentos produzidos e comercializados no Brasil.
-Também no temário do Congresso Brasileiro de Soja (17 a 20 de maio, em Londrina) um dos assuntos vai examinar a utilização da soja na prevenção e tratamento de doenças crônicas.
-Portanto, pela primeira vez esses temas aparecem nos congressos de tecnologia de alimentos. Produtos transgênicos, alimentos funcionais e fortificação de alimentos. São temas de um seminário sobre qualidade dos alimentos produzidos e comercializados no Brasil.
-A Abia reúne 195 empresas que representam 80% da produção nacional da indústria da alimentação. Ano passado o setor faturou R$ 82,56 bilhões. Um número que mostra a força do setor: das 500 maiores empresas do Brasil, 53 são fabricantes de alimentos.


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