Oswaldo Petrin
-O setor scuroalcooleiro está apostando tudo numa iniciativa própria, anunciada dias atrás em Maringá, a Brasil Álcool S/A. Conforme entrevista ao repórter Marcos Zanatta, as lideranças do setor vêem na idéia a solução para o abastecimento e o estoque de álcool. A nova empresa deverá ter pelo menos 1,2 bilhão de litros de álcool (a R$ 0,20) retido até o próximo ano, quando o estoque voltará ao mercado interno.
-A primeira reação será avaliada na próxima semana no melhor local para se medir a reação do mercado, a Bolsa. As usinas de açúcar e álcool da região Centro-Sul (230 ao todo) vão criar, na próxima terça-feira, a partir das 15h, na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BMF), a Brasil Álcool S.A., uma empresa privada que irá controlar parte do estoque de álcool, regulando o preço do produto no mercado. Cada usina deverá entrar no negócio com 15% de sua produção e, se todas participarem, o capital de aproximadamente R$ 260 milhões será integralizado em combustível.
-Segundo o empresário João Carlos Figueiredo Ferraz, que coordena a criação da nova empresa o objetivo é retirar o excedente da produção do mercado, cerca de 1,3 bilhão de litros de álcool, que criou uma pressão na comercialização e provocou a queda no preço do litro vendido às distribuidoras, descapitalizando o setor. O objetivo dos usineiros é elevar esse preço a R$ 0,35 por litro, mas sem afetar o consumidor. O preço precisa ficar mais próximo do valor de referência, que era de R$ 0,41. O preço na bomba varia entre R$ 0,50 e R$ 0,55, mas as usinas recebem apenas R$ 0,20. O custo de produção é de R$ 0,30. Isso desestimula a produção, diz Ferraz, em entrevista ao repórter Brás Henrique, da AE.
Soja -O aumento da desvalorização do real ante o dólar provocou uma nova queda nos preços da soja no mercado internacional ontem. Os contratos futuros de soja negociados na bolsa de futuros de Chicago fecharam em queda pelo quarto dia consecutivo, atingindo seu menor nível em 11 anos. Os investidores temem que, com o real fraco em relação ao dólar, as exportações aumentem à medida que a commodity fique mais barata em relação à soja produzida em outros países.
-No ano passado, foram exportadas cerca de 9,4 milhões de toneladas de soja brasileira em forma de grão. A expectativa para este ano é de que as exportações possam atingir 11 milhões de t ante uma produção de cerca de 30 milhões de t.
-Uma grande safra de soja no Brasil aliada à maior competitividade adquirida pelo produto brasileiro depois da desvalorização significa uma maior liquidez do produto no mercado internacional e assim uma menor demanda pelo produto norte-americano. Dentro deste cenário, os preços da soja no mercado de Chicago recuaram 20 cents na semana, de US$ 5 2575 para US$ 5,06 por bushel (27,2154 kg por bushel),retraçãode 6%.
Ração nacional





