-Ontem, no final da tarde, chegaram duas boas notícias ao presidente da República: 1) O País já produz mais de 1,2 milhão de barris de petróleo ao dia, o que corresponde a 60% do consumo interno. 2) As reservas internacionais fecharão o ano em aproximadamente US$ 38 bilhões. ‘‘Isto no conceito de liquidez internacional, que é o conceito que interessa ao Fundo Monetário Internacional (FMI)’’, afirmou. No conceito de caixa, ela comentou que o valor deverá ser cerca de US$ 800 milhões menor que estes US$ 38 bilhões da liquidez internacional.
-Não há informação sobre indicadores que mexem mais diretamente com a economia da maioria da população como redução de desemprego e redução do gasto público - que é travessia para desafogar o setor público a fim de que possa investir no social. Mas para efeito de mídia qualquer informação é supervalorizada e coloca o governo em clima de ufanismo.
-Sobre as reservas, a chefe do Departamento de Operações das Reservas Internacionais do Banco Central, Maria Carvalho, disse que o fato é da maior importância para o equilíbrio da balança, mas lembrou que estes números não levam em conta os recursos já recebidos do FMI, do Banco de Compensações Internacionais (BIS) e do Banco do Japão. Estes organismos já repassaram ao Brasil cerca de US$ 9,3 bilhões de um total de aproximadamente US$ 42,5 bilhões disponibilizados pelo FMI, Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e um grupo de países desenvolvidos. Com estes recursos, as reservas em seu conceito de liquidez internacional passaria para aproximadamente US$ 47 bilhões.
-O governo, no entanto, embutiu nas projeções encaminhadas ao FMI projeções de déficit em transações correntes e de superávit na conta de capital que indicavam para um fechamento de ano com reservas internacionais em aproximadamente US$ 38,5 bilhões. O conceito relevante para o FMI, além disso, é de reservas internacionais líquidas, que não embutem os recursos emprestados ao governo brasileiro para enfrentar a crise de credibilidade dos mercados emergentes. As reservas neste conceito não poderão, de acordo com o texto do acordo encaminhado ao Congresso Nacional, ficar abaixo de US$ 20 bilhões.
-Sobre o aumento da extração de petróleo: a notícia, considerada um recorde histórico, foi dada formalmente pelo presidente da Petróbrás, Joel Mendes Rennó, ao presidente da República Fernando Henrique Cardoso. Ontem foi anunciado para janeiro a inauguração oficial do gasoduto Brasil-Bolívia e da linha de transmissão Norte-Sul.
-Este tipo de informação é ótima para quem foge da privatização como o diabo corre da cruz.
-A meta atual da empresa é atingir 1,350 milhões de barris de petróleo ao dia no final de 1999. No início de 1995, o País produzia apenas 700 mil barris/dia de petróleo. Joel Rennó afirmou ainda que em janeiro a Petrobrás irá colocar em produção o primeiro poço de Roncador, um dos mais promissores campos do País.


Adria/Magri

mockup