-Londrina, Maringá, Cascavel, Guarapuava e Ponta Grossa terão escritório do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI). Os de Maringá e Londrina serão implantados de imediato. O Instituto quer ampliar em 25% o número de registros de marcas e patentes em todo País até o ano 2000, e para isso vai abrir pelo menos 100 escritórios regionais. Há uma forte demanda reprimida de registros nas regiões e locais onde funcionarão os escritórios. Esta demanda ocorre principalmente no interior dos Estados de São Paulo e Paraná. Tanto que ontem foi implantado o escritório de São José do Rio Preto e São José dos Campos. Os próximos serão em Campinas e no Paraná. Em espaços utilizados pelo Inmetro e pelo Ipen.
-Os brasileiros são férteis na criação de marcas industriais. Segundo dados do INPI, o Brasil é o quarto país em registro de marcas e patentes, atrás apenas dos Estados Unidos, Japão e Alemanha. Com a consolidação do projeto de aumento do número de registro de marcas, o INPI aumentará em 25% o volume, podendo chegar a um posto superior nesse ranking. A arrecadação do órgão, que não é nada desprezível, também aumentará.
-O presidente do INPI é o sr. Jorge Machado. Ele faz previsões otimistas com relação a este serviço prestado pelo órgão. Foi o próprio presidente do Instituto que disse ontem à imprensa sobre a existência de demanda reprimida para registro.
-O presidente do INPI também acredita que os investimentos feitos pelo instituto em informática e modernização da sede instalada no Rio de Janeiro deverão agilizar a avaliação de 350 mil projetos que estão parados.
-Isso, acredita ele, poderá fomentar a geração de até 1,5 milhão de empregos e um total de R$ 6 bilhões em investimentos. ‘‘Com a informatização processos que ficavam emperrados por meses poderão ser verificados em questão de segundos’’, afirmou (entrevista, ontem, à repórter Kelly Lima, da Agência Estado). E isto poderá evitar longas demandas judiciais por direitos de autoria.
-A arrecadação do INPI, deverá encerrar 1998 com um total de R$ 100 milhões, dos quais R$ 1 milhão serão arrecadados na região de Ribeirão Preto. Pelo menos para a região de Ribeirão a estimativa é de que esse valor aumente em até cinco vezes, chegando próximo aos R$ 5 milhões até o final do ano 2000.
-Segundo Machado, a decisão de instalar o escritórios regionais baseou-se na intenção de aproximar principalmente o setor de agribusiness do registro industrial. ‘‘Hoje, a maioria dos fabricantes não entende a necessidade do registro, não sabe como obtê-lo ou ainda acha muito complicado. O que pretendemos é estreitar essa relação entre o instituto e o fabricante de máquinas ou o comerciante que acaba de lançar uma marca’’, disse ele.


Milho explode

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