- Prevaleceu a prudência: o governo vai continuar subsidiando o álcool combustível - hidratado - em 1997, até dezembro. Já o álcool anidro - adicionado à gasolina - deverá permanecer até maio, com muita chance de prorrogação. Portanto, o álcool, enquanto combustível, é um agente a menos na inflação. E não vai transparecer nos indicadores que ajudam a puxar os preços, aqueles que provoca(vam) a chamada reação em cascata, ou efeito dominó. Só para lembrar dos tempos de inflação alta.
- A liberação dos preços para o setor sucroalcooleiro e a extinção do Frete de Uniformização de Preços do Proálcool (Fupa), inicialmente previstas para 1º de janeiro, resultaria em aumento de 25% nos preços do álcool combustível e de 5% no preço da gasolina. Pesaram na decisão os argumentos do MICT a favor da manutenção do subsídio.
- A decisão de prorrogar a vigência dos subsídios foi tomada na sexta-feira passada, em reunião em que estavam presentes o ministro de Minas e Energia, Raimundo Brito, o ministro interino da Fazenda, Pedro Parente, o Secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Bolívar Moura Rocha, o senador Teotônio Vilela (PSDB-AL) e o deputado José Múcio Monteiro (PFL-PE). ‘‘O dia primeiro de maio é o início do ano para o setor e por isso pedimos esse adiamento’’, disse José Múcio.
- Por uma portaria conjunta dos ministérios de Minas e Energia e da Fazenda, assinada em março deste ano, o subsídio ao álcool seria mantido até o dia 31 de dezembro. Os preços estariam livres a partir de 1º de janeiro de 1997. A grande beneficiada seria a Petrobras, que tem prejuízo mensal de R$ 80 milhões com a conta-álcool, que não é paga pelo governo.
- ‘‘Até maio o governo vai procurar mecanismos que sustentem o setor’’, explicou o deputado José Múcio. O subsídio do álcool anidro, que é de 4%, deve ser extinto em maio, mas segundo José Múcio, o subsídio ao álcool hidratado, que é de 25%, deverá ser mantindo. Assessores do MICT informaram que o subsídio deverá ser mantido pelo menos até dezembro de 97.
- O Proálcool criou 800 mil empregos diretos e ainda permite a redução da importação de 220 mil barris de petróleo por dia. Isso representou economia de R$ 29 bilhões ao longo dos últimos 20 anos.
- Inevitavelmente ocorreria um custo adicional ao preço do álcool da ordem de 25%, afetando diretamente os 4,3 milhões de brasileiros proprietários de carros movidos a álcool. Além disso, 9 milhões de pessoas dirigem carros movidos a gasolina com 22% de álcool anidro na sua composição e o preço da gasolina poderia aumentar em 5%, caso a medida fosse adotada a partir de 1º de janeiro do ano que vem.Soja Fipe-BM&F

- O Preço Nacional da Soja, calculado pela Fipe/BM&F, ficou ontem em R$ 17,31/saca de 60 quilos. Em dólar, ficou em US$ 16,79/saca, estável. O preço refere-se à média geométrica ponderada do valor cobrado por 74 atacadistas dos Estados produtores.
Milho FGV/BM&F
- O indicador de preço de milho, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem a R$ 8,09/saca de 60 kg, estável. Em dólar, a cotação ficou em US$ 7,85/saca, também estável. O valor a prazo foi de R$ 8,12/saca, em queda de 0,12%.
Arroba
- O preço do boi gordo à vista subiu 0,35% ontem, com a cotação de R$ 22,69/arroba. Em dólar, a alta foi de 0,38% e o preço ficou em US$ 22,01. A prazo, o preço subiu 0,13% e ficou em R$ 23,40.
Algodão BM&F
- O indicador de preço de algodão em pluma, calculado pela Esalq/BM&F, ficou ontem em R$ 0,8766 por libra-peso, em alta de 0,32%. Em dólar, US$ 0,8503, alta de 0,29%. A prazo, a cotação subiu 0,34% a R$ 0,8848. O indicador reflete o preço médio da pluma em todo o Brasil.
Açúcar
- O preço disponível de açúcar cristal ficou ontem em R$ 12,83/saca de 50 quilos, em alta de 0,06%. Em dólar, manteve-se em US$ 12,44. O indicador, que reflete o preço médio do açúcar em SP.

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