Oswaldo Petrin
-As exportações agroindustriais caem este ano, em volume e receita. Principalmente em receita pela queda nos preços da soja e café; café solúvel o que mais recuou. E porque as coisas não se encaminharam muito bem, desde o início, também para o suco concentrado. Mas os agentes das grandes cadeias do agronegócio têm metas ambiciosas. Querem implementar as exportações no segundo semestre do ano que vem e virar o ano 2000 com incremento de 60%.
-Ontem começaram a ser delineadas algumas estratégias. Foi durante a reunião do Conselho do Agronegócio, criado pelo presidente FHC em setembro. Representanes do setor privado do Conselho defenderam uma revisão das metas fixadas para o aumento das exportações de US$ 18,8 bilhões para US$ 45 bilhões no ano 2002. Mas haverá recuos, como o do setor frango, enquanto a carne bovina espera crescimento. O presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frangos (ABEF), Luiz Fernando Furlan, propôs uma redução de US$ 1,88 bilhão para US$ 1,2 bilhão nas metas de exportações de carne de frango e de US$ 1,85 bilhão para US$ 500 milhões nas vendas externas de carne suína em 2002.
-Para este ano, as previsões da ABEF são de exportações de US$ 750 milhões de carne de frango e de US$ 170 milhões de carne suína. Não podemos nos esquecer de que os dois maiores importadores mundiais de carne suína são o Japão e a Rússia, lembrou Furlan. O presidente da Aliança Cooperativa Internacional (ACI), Roberto Rodrigues - que coordenou os trabalhos do Fórum Nacional da Agricultura pelo setor privado -, considerou indispensável a revisão das metas de exportação, fixadas há cerca de um ano, quando o cenário internacional era outro. Recuar não significa que estávamos errados, mas que há um conjunto de fatores que se alteraram, ressaltou.
-Furlan defendeu a participação do governo em operações comerciais que viabilizem as exportações brasileiras, abrindo novas oportunidades de negócios para o setor privado. Os produtos agropecuários seriam usados como moeda de troca, a exemplo do recente acordo feito pela Argentina, que prevê a abertura do mercado para carne suína dos Estados Unidos e a exportação de cítricos argentinos para aquele país. O Brasil importa petróleo sem nenhuma contrapartida, disse Furlan, avaliando que a cada 100 mil toneladas de petróleo, cerca de 5.400 toneladas de frangos ou 4.500 toneladas de carne suína poderiam ser exportadas, principalmente para países como a Venezuela e Angola. (Entrevista a Mariângela Herédia, AE).
-O setor de carne bovina deverá exportar US$ 570 milhões, volume um terço superior ao total vendido no ano passado. Apesar do bom desempenho, o diretor-executivo da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Mário José Mascitto, considerou irreal a meta de exportações de US$ 4,4 bilhões em carnes bovinas em 2002 e propôs sua redução para, no máximo, US$ 1,1 bilhão.
Milho/alta
-O indicador de preço de milho, no atacado, calculado pela FGV/BM&F, ficou ontem em R$ 8,67/saca (+0,12%). Em dólar, a cotação ficou em US$ 7,24/saca (+0,14%). O valor a prazo ficou em R$ 8,72/saca (+0,11%).
Milho/alta 2
-Foi a segundas alta da semana. Segunda-feira, indicador de preço de milho ficou em R$ 8,66/saca (+0,23%). Em dólar, a cotação ficou em US$ 7,24/saca (+0,14%). O valor a prazo ficou em R$ 8,71/saca (+0,23%).
Boi SP
-O preço à vista do boi gordo ficou em R$ 28,33/arroba (+0,04%). Em dólar, a cotação fechou em US$ 23,66 (+0,04%). A prazo, o preço ficou em R$ 29,17 (+0,07%). Os dados são da Esalq/USP.
Soja/Paraná
-O Indicador de Preços da Soja Esalq/BM&F ficou em R$ 14,84/saca (-0,40%). Em dólar: US$ 12,39/saca (-0,40%). O Indicador é calculado pela Esalq com base nos preços praticados no mercado disponível em cinco praças do Paraná.
Café R$ 131,64
-O valor à vista em reais do indicador do café Esalq/BM&F teve alta de 2,04%, (R$ 131,64/saca). Em dólar, subiu 1,98% (US$ 109,95/saca). A prazo, a alta foi de 2,03% (R$ 132,99/saca).
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