-Apesar das peripécias da equipe econômica, as coisas estão se encaminhando para a quase normalidade. Digamos: para uma crise sem muitos traumas. O governo deve anunciar hoje o fechamento do acordo com o FMI. E não adianta questionar os termos. Melhor torcer para que equipe econômica não cometa novos acidentes de percurso. As negociações estão praticamente encerradas e não são corretas versões que circularam no mercado de que poderia haver um atraso na assinatura do acordo. ‘‘Existe uma grande possibilidade do acordo ser fechado’’, disse uma fonte autorizada do governo à jornalista Beatriz Abreu, da AE.
-Outra informação vem da assessoria de imprensa do Ministério da Fazenda: o ministro Pedro Malan viajará aos Estados Unidos, onde na segunda-feira fará uma palestra. Na terça e quarta-feira, falará sobre o acordo com autoridades e investidores na Europa.
-O total da ajuda financeira ao Brasil não foi revelado, mas com certeza a participação do Fundo Monetário será superior a R$ 15 bilhões. O cronograma de liberação dos recursos destinados ao Brasil prevê o desembolso de 70% dos recursos até fevereiro, sendo que 35% serão liberados na aprovação do acordo.
-A negociação com o Fundo Monetário Internacional envolverá o modelo tradicional de acordo com instituição, ou seja, será composto de carta de intenções e memorando técnico de entendimentos. Não está definido, ainda, se a divulgação do fechamento do acordo será acompanhada da divulgação da carta de intenções ou apenas de um comunicado ou texto em que o governo brasileiro oficializa a conclusão das negociações e o encaminhamento da carta de intenções e do programa de Estabilidade Fiscal.
-A forma de divulgação ainda está sendo discutida. Pode ser por meio de um comunicado, divulgado simultaneamente no Brasil e em Washinton, e também não está descartada a possibilidade de uma fala do ministro da Fazenda, Pedro Malan. Na próxima semana, dando prosseguimento às ações do governo no sentido de apresentar a comunidade financeira o Programa de Estabilidade Fiscal, Malan poderá seguir para NY e alguns países europeus para fazer palestras ‘‘a convite de investidores’’. As notícias de que as negociações com o FMI estariam atrasadas não procedem, segundo fontes do governo. A preocupação da equipe de negociação e do Ministério da Fazenda foi a de conduzir as conversas com o FMI de forma ‘‘absolutamente cuidadosa’’.
-Neste contexto, as negociações transcorreram ‘‘no tempo necessário’’ até mesmo pela especificidade do acordo negociado com o governo brasileiro.
A montagem do programa de ajuda financeira internacional ao Brasil prevê a participação do Banco de Compensações Internacionais (BIS), como instrumento para viabilizar a adesão dos países do G-10, do Banco Mundial e do BID.

Milho/alta

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