Oswaldo Petrin
-A empresa de consultoria independente britânica Burke & Mackinnon prevê que o Brasil será forçado a desvalorizar o real entre 15% a 20%. Formada pelos ex-economistas do Citibank Michael Burke e Neil Mackinnon, a consultoria antecipou a quebra da Rússia, a queda do dólar frente ao iene em outubro e o corte nas taxas de juro dos EUA.
-Segundo a agência Dow Jones, no informativo quinzenal Bulletin de 13 de junho a Burke & Mackinnon alertou para o risco de moratória russa e previu desvalorização de pelo menos 20% do rublo neste ano.
-Em agosto, a Rússia efetivamente permitiu a desvalorização da moeda local e pediu moratória para sua dívida. Seis meses antes do colapso do dólar em relação ao iene em 7 e 8 de outubro, quando a maior parte do mercado apostava que o dólar chegaria a 150 ienes, a consultoria estimou seu recuo para o nível de 125 ienes em meados do quarto trimestre.
-Em junho, a Burke & Mackinnon concluiu que o Fed reduziria os juros na reunião de 29 de setembro, enquanto a maioria dos economistas apostavam na elevação das taxas norte-americanas.
-Entre as próximas previsões dos economistas publicadas no Bulletin de 31 de outubro a 13 de novembro, além da desvalorização do real, está o recuo do dólar em relação ao iene no próximo ano, para abaixo do nível de 120 ienes, no qual a moeda norte-americana deve estabilizar-se até o fim do ano.
- Depósito à vista O aumento das exigibilidades bancárias de 25% para 30%, que poderá injetar mais R$ 1 bilhão no financiamento da safra agrícola 1998/99, deverá ser decidido até a próxima semana pelo governo, informou ontem o ministro da Agricultura, Francisco Turra. Segundo ele, para que o governo possa cumprir a palavra do presidente Fernando Henrique Cardoso de destinar R$ 10,3 bilhões para o custeio da safra, é preciso que haja uma definição urgente sobre as exigibilidades, ou seja, a parcela dos depósitos bancários à vista que deve ser aplicada na agricultura, já que o volume previsto foi reduzido em função da crise financeira internacional.
-Após reunião no início da tarde com representantes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Banco do Brasil, Banco Central e técnicos dos ministérios da Fazenda e da Agricultura, Turra decidiu encaminhar nota técnica ao ministro da Fazenda, Pedro Malan, reiterando o pedido de ampliação das exigibilidades. Se os recursos faltarem no momento adequado ao plantio, poderá haver redução nos números previstos para a produção de grãos, disse Turra.
Milho/alta





