-A Companhia Cervejaria Brahma manteve o posto de maior empresa do agribusiness brasileiro numa pesquisa da FGV (Agroanalyses), divulgada esta semana. O desempenho das 100 maiores empresas de agribusiness em 97 mostra que as vendas continuaram em expansão, como nos anos anteriores, porém os resultados das empresas foi mais fraco do que em 96 por causa do aumento da concorrência no setor e redução da renda disponível para o consumo. O mais preocupante, contudo, é o aumento do endividamento do setor. O grupo das 100 maiores empresas teve despesas financeiras 12% superiores às registradas em 96 e o lucro líquido delas caiu 20,9% de um ano para o outro.
-As vendas das 100 maiores do setor em 97 totalizaram RS$ 51,6 bilhões, com acréscimo de 5,7% em relação a 1996. Desde 94, a expansão acumulada nas vendas chegou a 11,3%. No entanto, conforme ressaltado na pesquisa, feita pelos economistas Patrícia Cruz Alves e Carlos Henrique Tibiriça Miranda, a participação da receita das 100 maiores no Produto Interno Bruto (PIB) durante este período baixou de 6,6% em 94 para 6% em 97.
-Os pesquisadores consideraram preocupante o aumento do endividamento das empresas do setor, que subiu de 0,60 em 94 para 0,80 em 96 e 0,98 em 97. Isso quer dizer que para cada R$ 1,00 de capital próprio da empresa, há também R$ 0,98 em capitais de terceiros. Por conta disso, as despesas financeiras das 100 maiores do agribusiness somaram R$ 1,25 bilhão no ano passado, cifra 12% superior à registrada no ano precedente. Os setores com maiores despesas financeiras foram os de papel e celulose ( R$ 478 milhões), produtos alimentares (R$ 321 milhões) e químicos (249 milhões).
-Ainda de acordo com a pesquisa, em 97 o lucro líquido das 100 maiores foi de R$ 1,6 bilhão, o que representou uma queda de 20,9% ante 1996. A queda no lucro líquido, conforme os pesquisadores, deveu-se aos resultados dos setores de papel e celulose, alimentos e química, os únicos a presentarem prejuízo no ano passado.
-A pesquisa da FGV apurou que a empresa mais rentável do agribusiness, em 1997, foi a Coimex Internacional, cuja rentabilidade em relação ao patrimônio líquido chegou a 107,42%. A diferença em relação à segunda colocada, a Hoechst Marion Roussel, com 49,12%, foi grande. (Jô Galazi. AE).
- Novas regras da carne No próximo dia 29, em Maringá, no auditório do Fórum, será realizado o Seminário ‘‘Novas Regras de Comercialização da Carne Bovina’’. Segundo o presidente do Sindicarne, Péricles Pessoa Salazar, o evento tem como objetivo discutir a aplicação da Portaria nº 145, que regula a tipificação de carcaça e as novas formas de comercialização de carne bovina. O seminário também será realizado em Londrina, no dia 6 de novembro, em Curitiba, 13 de novembro, Cascavel, no dia 20, São José dos Pinhais, em 27 de novembro e no dia 4 de dezembro em Ponta Grossa.

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