Executivos financeiros alertaram ontem que o crédito estará mais difícil e que os bancos estarão mais seletivos, após a decisão de ontem de Comitê de Política Monetária (Copom) de manter os juros básicos (taxa Selic) em 18% ao ano.
Na verdade, os bancos sempre foram muito seletivos na liberação de crédito. E com relação ao prazo e as taxas cobradas pelo comércio nas diversas modalidades de crédito (empréstimo pessoal, ao consumidor, cheque especial, etc) isto já vinha ocorrendo.
Afinal, não é de hoje que o sistema vem dando sinais de preocupação com os indicadores negativos que marcam a atual economia: inadimplência, desemprego, defasagem salarial, etc.
Agora, o jeito é apertar mais o cinto. O recuo do consumidor pode ser estratégico para mudanças na economia a partir do ano que vem.
O risco Brasil e o câmbio alto reduziram as chances de empresas que tomavam crédito no exterior e a captação dessas empresas é feita no mercado interno, concorrendo com o crédito ao consumidor.
Leilão/café -- Cafés que o mercado pagou R$ 95,00, ontem (tipo 6, bebendo duro), vão valer, pelo menos R$ 130,00/saca, em dezembro. É o ''milagre'' do leilão de opções de vendas (ao governo) realizado ontem.
Mudança -- Ontem os produtores optaram pela mudança dos hábitos e costumes do velho, cansado e às vezes injusto mercado. O primeiro leilão de opções foi um sucesso - disse o comerciante Márcio Bacetti. (Veja mais nesta página e página 2).
Ocepar/eleições -- Dia 2 de setembro no auditório da Ocepar, em Curitiba, durante o Fórum dos Presidentes de Cooperativas do Paraná, acontecerá um debate com os principais candidatos ao Governo do Estado do Paraná. Confirmaram presença: Rubens Bueno (PPS), Padre Roque (PT), Álvaro Dias (PDT), Beto Richa (PSDB) e Roberto Requião (PMDB).
Charolês -- Fazendeiros dos três Estados do Sul e Minas Gerais vão participar do 32º Congresso Mundial de Criadores de Charolês, de 30 de setembro a 8 de outubro, no México. A delegação será acompanhada pela Associação Brasileira de Criadores de Charolês (ABCC), que fará o lançamento do 33º Congresso Mundial no Brasil em 2004. O México é importador de genética brasileira que aplica na seleção da raça.
Carne suína -- Era só o que faltava. Se não bastasse a crise no abastecimento interno, agora vem a União Européia e critica o sistema de controle sanitário da carne suína brasileira. A fiscalização é ''ineficiente e ineficaz'', critica um relatório divulgado ontem em Bruxelas.
O relatório foi elaborado pelos veterinários da Comissão Européia que estiveram em Santa Catarina no mês de março, em missão técnica, a pedido do próprio governo brasileiro como uma forma de acelerar o processo de reconhecimento sanitário e conquistar o mercado europeu para a carne suína.
Duvidoso -- O relatório afirma que o método de certificação da carne suína é ''duvidoso'' aos olhos técnicos europeus. (Veja mais nesta página e na Folha Rural, sábado).

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