No dia 12 de julho, em Curitiba, acontece o encerramento da segunda edição do Programa Empreendedor Rural, do SENAR. Cerca de 3 mil produtores de quase todas as regiões devem participar do evento, no Centro de Convenções Expotrade. A programação começa às 9 horas, com teleconferência pelo governador de Mato Grosso, o paranaense Blairo Maggi. À tarde haverá apresentação de 30 projetos desenvolvidos pelos participantes. Projetos são montados em cima da realidade de propriedades.
Em seus 10 anos de formação profissional rural, o SENAR-PR realizou mais de 500 mil certificações de qualificação técnica, beneficiando trabalhadores e produtores paranaenses. Esses cursos são de graça e o aluno recebe todo apoio: hospedagem, alimentação e material didático.
A melhor tradução desse trabalho - informou ontem a assessoria do SENAR - está nos depoimentos de agricultores mostrando economia de pelo menos 10% na regulagem de pulverizador, e economia de 14% na manutenção de máquinas. E se expressa ainda no aumento de 100% na produtividade de trabalhadores, tudo a partir de treinamentos.
Mas, apesar do resultado positivo, percebia-se uma lacuna em termos de gestão da propriedade que não seria preenchida apenas com os cursos oferecidos na área de administração. Aí veio o Programa Empreendedor Rural, concebido para oferecer preparo intelectual, administrativo e tecnológico.
Os cursos buscam auxiliar o empreendedor a desenvolver uma idéia e colocá-la em prática. O que está se fazendo no Paraná é criar a mentalidade de empreendedorismo na área rural, construindo uma ''teia'' de empreendedores e instituições com a mesma finalidade.
O empreendedor pode descobrir nichos, oportunidades de agregar valor, atuar de forma a reduzir custos, ter consciência e ação para superar os desafios. Um grupo que pensa da mesma forma, tem uma voz mais forte para exigir soluções. O empreendedorismo passa também pela racionalização dos empreendimentos. Facilita a identificação de problemas internos. Passa a trabalhar a administração, demandar apoio para melhoria de mão-de-obra em sua propriedade. Isso tem efeito multiplicador entre os produtores. Estima-se que existam 380 mil produtores no estado do Paraná. Pelo Programa Empreendedor Rural está se criando equipes de produtores capazes de comandar mudanças dentro deste universo.

LEITURA DINÂNICA

- O mercado do milho permanece lento, quando já houve tempo para reagir. Preços de atacado ontem, entre R$ 19,00 e R$ 20,00/saca não expressa o mercado de escassez.

- Depois dos problemas enfrentados pelo governo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), durante o ''abril vermelho'', o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu ontem o Palácio do Planalto para líderes do setor, numa solenidade marcada por elogios mútuos.

- No lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2004/2005, o presidente fez um discurso cordial, de ''companheiro para companheiro'', ao anunciar a liberação de R$ 7 bilhões, 30% a mais do que no ano passado.

- E prometeu mais: ''Se aparecer pedido para R$ 7,5 ou para R$ 8 bilhões, não faltará dinheiro para ajudar a agricultura familiar neste País. Vamos trabalhar com essa certeza porque sempre é possível a gente arrumar um pouco mais.''
A amabilidade do presidente agradou aos líderes dos sem-terra, que retribuíram. ''Estamos vivendo um momento importante (Agência Estado).

DROPS

Agroecologia

O Iapar realiza nesta quarta-feira (30) a ''Oficina de Agroecologia'' que vai reunir técnicos, produtores e consumidores para troca de idéias sobre agricultura orgânica. Temas: manejo de plantas em cultivos orgânicos e uso da homeopatia em animais e vegetais. Serão apresentadas as experiências de Lerroville, e o plano do Centro Paranaense de Referência em Agroecologia, que será implantado na estação experimental do Iapar em Pinhais.

Agroecologia 2

A ''Oficina de Agroecologia' será no CDT/IAPAR (Celso Garcia Cid, km 375 - saída para Curitiba). Início às 8h30 e término às 17 horas. Para inscrições: e-mail: [email protected] - Telefone (43) 3376-2419, fax 43 3376-2107.

Semana começa em baixa

Os contratos de julho e agosto na Bolsa de Chicago atingiram, ontem, o limite de queda de 50 centavos de dólar por bushel, com os fundos liquidando posições compradas antes do anúncio do Usda - na quarta-feira - sobre as estimativas para produção de soja nos Estados Unidos.

Dúvida sobre a China

Outro fator baixista é o cenário incerto para as vendas de soja aos esmagadores chineses. A queda foi de 10,50 a 39,25 centavos de dólar por bushel. O contrato para julho teve queda de 35,5 pontos para 8,85 dólares por bushel. De acordo com traders, o mercado foi derrubado por vendas associadas a fatores técnicos.

Fora do mercado

No mercado interno, a maioria das empresas e corretoras pesquisadas permaneceram fora do mercado após as quedas ocorridas em Chicago, informou ontem a consultorai FNP, de São Paulo. Isto não impediu, no entanto, de que ocorressem fortes diminuições de preços também no âmbito nacional.

Preço médio no Paraná

O indicador de preços da soja Esalq ficou em R$ 45,50/saca, baixa de 1,75% no dia. Em dólar, o indicador ficou em US$ 14,54/saca, queda de 2,35%. O indicador é calculado pela Esalq com base nos preços do mercado disponível em cinco praças do Estado do Paraná.

Câmbio até que ajudou

Apesar dos ganhos no câmbio, ontem (dólar comercial, R$ 3,127/R$ 3,129; paralelo, R$ 3,150/R$ 3,230; turismo, R$ 3,080/R$ 3,200), as fortes perdas na Bolsa acabaram por derrubar as cotações domésticas em todas as praças. Queda foi entre R$ 1,00 e R$ 2,00/saca, segundo a Corretora Granoeste, de Cascavel. Veja mais sobre preços na página 2.

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