A adição da fécula de mandioca à farinha de trigo pode ocorrer antes mesmo do previsto, apesar das posições contrárias de duas grandes instituições, Embrapa e Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Ontem, em Brasília, o governo resolveu convocar uma reunião entre os dirigentes da Associação Brasileira das Indústrias de Trigo (Abitrigo) e da Associação Brasileira dos Produtores de Amido de Mandioca (Abam) para definir a regulamentação da adição do amido de mandioca à farinha de trigo. A reunião deve acontecer no dia 13 de setembro.
A notícia foi enviada a esta coluna ontem pela assessoria da Abam, após reunião entre associações da cadeia produtiva da mandioca e técnicos
de órgãos do governo que discutiram o Programa Nacional Pró-Mandioca.
O encontro foi conduzido pelo secretário de Política Agricola, Célio Porto.
Participaram representantes da Conab, Embrapa, Esalq, Programa Paraná Agroindustrial, Abam, Sindicato das Indústrias de Mandioca do Paraná, Câmara Setorial da Mandioca de São Paulo, Ministérios da Indústria e Comércio e da Agricultura e Abastecimento.
Além de marcar a data do encontro entre Abitrigo e Abam, a reunião de ontem definiu outros pontos:
- A Comissão Pró-Mandioca apresentou proposta para que o Ministério da Agricultura adquira 30 mil t de fécula nos próximos três meses. Os técnicos sinalizaram com a viabilidade da compra.
- O amido da mandioca entra nas pautas de negociações entre Mercosul e União Européia.
- A Abam e a Fundação para o Desenvolvimento Científico e Tecnológico de Cascavel (Fundetec) apresentaram aos técnicos da Secretaria de Política Agrícola um projeto que prevê o aproveitamento da folha e de resíduos (bagaço) da mandioca. A Finep deve bancar o projeto.
Cenário - Após acordo com o FMI, manchete no mundo inteiro, câmbio ficou mais comportado: US$ 1,00/US$ 2,91. Dólar abaixo de R$ 3,00 após 10 pregões que espalharam nervosismo. Banco Central feliz e Bolsas em alta, sem o fantasma da especulação.
Quem saiu do abismo foram as empresas de telecomuicações, com dívidas em dólar. Algumas delas, como a Telefónica tiveram suas ações alavancadas. Essas tiveram mais sorte.
Viva o Acordo! Agora é só preparar o lombo e apertr o cinto para pagar essa conta no próximo governo. A farra acaba daqui a 15 meses, ou antes. Ninguém vai conseguir lembrar, nem reconhecer, que no momento em que foi concebido o acordo foi providencial.
Álcool é commoditie - Brasil quer transformar o álcool em commoditie internacional. Uma missão comercial embarca hoje para a Índia e China. Vai divulgar o Programa Brasileiro do Álcool (Proálcool), aquele que o governo não adotou.

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