A mandioca - quem diria - vai sentar-se à mesa na próxima rodada de negociações com a exigente União Européia - ou Comunidade Econômica Européia -, dia 23 deste mês.
Industriais, técnicos, representantes da produção, enfim todos os integrantes da cadeia produtiva da mandioca, saíram otimistas de uma reunião, ontem, com o ministro Pratini, da Agricultura.
Ao final do encontro - que teve outros avanços - Maurício Yamakawa, presidente da Associação Brasileira do Amido da Mandioca (Abam) disse a esta coluna que o encontro foi muito proveitoso (veja nesta página).
A Comissão Pró-Mandioca solicitou apoio do ministro para a consolidar um Plano de Desenvolvimento da Mandiocultura Brasileira. Como resposta, Pratini nomeou três assessores para, juntamente com integrantes da Comissão Pró-Mandioca, elaborar o planejamento técnico do Plano.
Ontem mesmo, logo após a audiência com o Pratini, os técnicos do Ministério e os membros da Comissão começaram a tratar dos detalhes do Plano.
Juros - O Comitê de Política Monetária (Copom) decide hoje e amanhã, na sua reunião mensal, qual será taxa oficial do juro bancário, a taxa Selic, atualmente em 18,5% ao ano.
Se depender do cenário econômico dos últimos dias, há ambiente para reduzir a taxa em pelo menos 0,50 ponto percentual.
Na verdade, espaço para reduzir uma taxa tão alta sempre existe, independente do impacto psicológico que venha a causar.
Mas, como observamos ontem, nesta coluna, é possível que o Banco Central decida pela redução de 0,25 a 0,50 ponto, para deixar entrever que a estabilidade econômica sobrevive.
Seria uma façanha emplacar esta idéia à sociedade. Tampouco aos economistas e agentes econômicos em geral, principalmente exportadores, que estão com um olho nas taxas de risco outro na taxa cambial.
A propósito, o dólar encerrou o dia em alta de 0,48%, cotado a R$ 2,872 para venda e a R$ 2,870 para compra. A alta foi atribuída pelos analistas a um fato isolado: um único comprador teria adquirido grande quantidade da moeda.
Não fora isto, o ambiente econômico não justificaria nova alta.
Dólar à parte, análises de vários fatores convergem para uma redução das taxas de juros. Ontem, um membro do conselho consultivo do Sistema Nacional de Preços do IBGE, o professor da PUC Luiz Roberto Cunha, disse (à Agência Folha) acreditar que há ''condições razoáveis'' para a redução da taxa de juros básicos da economia, entre 0,25 e 0,50 ponto porcentual.

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