Ossos para cães ganham mercado externo
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domingo, 08 de janeiro de 2006
Patrícia Campos Mello<br>Agência Estado 
São Paulo - O churrasco brasileiro faz sucesso no exterior há muito tempo, mas pouca gente sabe que os cachorros de Nova York, Tóquio e Los Angeles também são grandes fãs de quitutes bovinos made in Brazil. O Brasil está se tornando um dos centros mundiais de exportação de ossos de couro e petiscos caninos feitos de tripas e outras partes do boi.
O frigorífico Bertin, um dos maiores do País, fechou um acordo no ano passado com a Hartz Mountain Corporation, gigante de produtos para pets nos Estados Unidos. O Bertin exporta brinquedos mastigáveis feitos de couro bovino (como palitinhos e nozinhos de couro) e vende em cadeias como o Wal Mart.
A paulista BioPet está exportando seus bombons, orelhinhas, ossos e bijus caninos, feitos a partir de tripas, ossos, bexiga, orelhas e vergalho bovino desidratados para mais de dez países. A empresa nasceu em 2001 como uma divisão do grupo brasileiro Lopesco, principal fabricante mundial de tripas bovinas para embutidos. Cresceu tanto que, neste ano, vai se transformar em uma empresa independente.
A BioPet exporta 65% de sua produção. Além de estar presente em supermercados e pet shops do País com a marca BioDog, a empresa exporta seus produtos principalmente para os EUA e Japão, com outras marcas. São mercados exigentes - o Brasil não consegue exportar carne in natura nem para os EUA nem para o Japão.
Segundo Marcus Kienast, diretor de Vendas Internacionais da BioPet, os cães costumam ser menores no Japão, então lá a empresa vende mais os petiscos de tamanho reduzido. Já nos EUA, fazem sucessos os petiscos bem criativos e elaborados, como os palitinhos trançados em forma de gravata. ''É quase um artesanato com tripas'', brinca Kienast. As exportações da BioPet cresceram mais de 100% em 2005.
Segundo Dalton Alexandre Ferreira, diretor de Negócios da Divisão Dog Toy do Bertin, grandes clientes americanos têm migrado de fontes de fornecimento de diversas partes do mundo para as brasileiras. Em 2005, a exportação da divisão cresceu 28% em volume.


