Aliado circunstancial do governador Jaime Lerner (PFL) no Senado, durante as discussões em torno da liberação do empréstimo que vai garantir o saneamento do Banestado, o senador Osmar Dias (PSDB) disse ontem em Curitiba que o futuro presidente do Banco só vai desempenhar bem a função se for bem assessorado. ‘‘O processo deve ser conduzido por pessoas que tenham não só a marca da honestidade, mas com competência nessa área’’, ponderou.
Osmar disse estar preocupado com a demora do governo em anunciar o novo presidente e a diretoria que conduzirá o Banco à privatização. ‘‘O Banco Central não liberou ainda a primeira parcela de títulos públicos (necessários para o saneamento) porque vai liberar para quem?’’, interrogou. ‘‘Estou alertando há meses que essa demora pode resultar na liquidação do Banestado pelo BC, e daí será o fim não só para os correntistas’’.
O senador tucano comentou a indicação do ex-ministro Reinhold Stephanes. ‘‘Ele tem muita experiência. Longa experiência administrativa e vai ter de ser bem assessorado para fazer um bom trabalho’’, classificou. Osmar não acredita que o BC faça qualquer ressalva ao nome de Stephanes, até porque ele ocupava um ministério (Previdência) no governo FHC.

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