Oscilações na gangorra dos preços
Curitiba - Um dos setores que deve ser beneficiado com o aumento do dólar é o de vestuário. A presidente do Sindicato da Indústria do Vestuário de Curitiba e Região Metropolitana (Sindivest), Luciana Bechara, disse que com as importações de roupas, principalmente da China, muitas fábricas estavam trabalhando abaixo da capacidade em 30% a 40%, o que também gerou desemprego.
Segundo ela, o aumento da moeda americana também vai dar oportunidade para as indústrias exportarem. Luciana disse que outro motivo que deixa a indústria nacional menos competitiva é que o produto nacional paga 40% de impostos enquanto o importado é taxado em 20%.
Quando o dólar estava em R$ 1,60, a diferença média de preço entre a roupa nacional e a importada era de 30% a 40%. Agora, a diferença deve diminuir para 25%. Ela comentou que nos últimos 20 dias a procura por roupas de inverno aumentou 20%. No entanto, o reflexo da alta do dólar para o consumidor deve chegar só na próxima coleção porque os lojistas já compraram toda a coleção de inverno.
Já no setor de importados, as altas serão inevitáveis. O proprietário da Adega Boulevard, Carlos Feliz, disse que com o repasse do custo do dólar no final do ano, os vinhos, por exemplo, devem subir cerca de 10% até o fim de 2012. ''A alta do dólar chega para o consumidor antes do Natal em vinhos, uísques, cervejas e alimentos'', afirmou. (A.B.)





