O assunto transgênico será tratado hoje pela primeira vez no governo Lula como tema de reunião ministerial, o que lhe confere importância maior; ou ''mais do que merece'' - segundo os técnicos de campo e da pesquisa, mortais que não participam do debate. A reunião terá representantes dos ministérios do Meio Ambiente, Agricultura, Saúde, Desenvolvimento Agrário e da Ciência e Tecnologia.
Patrono: O ministro Palocci, da Fazenda (que produtores de soja transgênica no RS senham em tê-lo como patrono dos plantadores-se-mercado) não participa da reunião.
Tema principal da reunião: regulamentação judicial dos OGM e medidas para estimular o plantio de soja convencional - para não dizer que não falaram de flores. Dentro do governo Lula tem gente achando que o País está demorando muito para tomar uma decisão. E compoarando a questão dos transgênicos à lei da informática (acusada de retardar o avanço da tecnologia nacional)
Quem diria?
Coincidência ou não, ontem houve pronunciamento de produtores gaúchos pedindo apoio do governo federal para poderem comercializar soja transgênica.
Eles reconhecem: o plantio foi ilegal - mas o peso econômico é real. A safra de soja gaúcha - transgênicos no meio - vale US$ 1,7 bilhão.
Acinte - Os lucros dos bancos divulgado no final da semana passada são uma ofensa aos agentes econômicos em geral que se esforçam para sobreviver numa economia debilitada.
O deslocamento de riqueza do setor produtivo para o setor financeiro é brutal e se não for estancado vai afundar definitivamente centenas de empresas. Mais alguns anos de sangria e não haverá Fome Zero para saciar tantos desempregados.
Conseleite - O Conselho Paritário de Produtores e Industriais do Leite do Paraná (Conseleite) iniciou ontem, em Guarapuava e Ponta Grossa, uma série de oito encontro com produtores para mostrar os critérios de fixação de preços do leite e derivados.
Esses encontros ainda serão realizados em Francisco Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Umuarama, Maringá, Santa Fé e Ivaiporã.
O presidente do Conseleite, Ronei Volpi e os professores da UFPR José Roberto Canziani e Vânia Di Addario Guimarães explicam como são feitos os cálculos dos preços-referência. A metodologia é semelhante à adotada pelo Consecana para definir o preço-referência da cana-de-açúcar.
Criado há seis meses, O conselho reúne 20 indústrias de laticínios, além de representantes dos produtores. Foi uma forma encontrada pela Faep visando uma justa relação de mercado entre o campo e a indústria. Antes os produtores só perdiam.
Na semana passada o Conseleite divulgou a tabela de fevereiro, com os valores serem pagos pela indústria ao produtor, para o leite ''in natura'' e o mix de comercialização de 14 lácteos no Estado.

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