O que fez a Bovespa se recuperar
•Crédito externo: O mercado reagiu à expectativa de que os países emergentes poderão ter um pacote de até US$ 150 bilhões de ajuda dos países ricos
•Gerasul: O fato de a empresa ter sido comprada pelo capital estrangeiro, ainda que pelo preço mínimo, demonstra confiança no Brasil e no real
•Ações baratas: O índice Bovespa chegou a perder 65% entre o pico de julho de 97 e o vale do início do mês. Muitos papéis ficaram baratos, tornando-se negócios de oportunidade
•Efeito Clinton: O discurso do presidente dos EUA, Bill Clinton, na véspera, continuou rendendo. A percepção é de que ele vai aproveitar a chance de agir como estadista e desviar a atenção de problemas domésticos
•Menor saída de dólares: Os dólares continuam saindo do País, mas o ritmo diminuiu. E uma parcela do que sai é atribuída à inércia (decisões tomadas antes da alta dos juros)
•Intervenção do governo: É provável que o BNDESpar e fundos de pensões controlados pelo governo tenham comprado pela manhã, quando a Bolsa paulista estava em baixa. Mais tarde, num ambiente de forte alta, o efeito ficou diluído
•Efeito bola-de-neve: Dá mesma maneira que o pessimismo é contagioso, o otimismo também o é. O fator psicológico é sempre importante, seja o sinal negativo ou positivo
•Juros externos: O mercado continua acreditando que o banco central dos EUA vai cortar os juros no final deste mês. Com isso, os títulos norte-americanos perderiam atratividade para os que não querem apenas segurança
•Juros internos: Apesar de ter aumentado o teto para 49,75% ao ano, o Banco Central está emprestando, no dia-a-dia, com uma taxa de 39,75%. Se a situação se estabilizar, a tendência é os juros caírem
•Volta da confiança: Todos esses fatores, somados, devolveram a confiança aos investidores, ao menos temporariamente.

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