Na outra ponta da rede estão os restaurantes conhecidos pelo alto padrão de atendimento e qualidade, trazendo como consequência os preços igualmente altos. Sentindo a necessidade comum de popularizar seus serviços para fugir da crise, esses estabelecimentos estão aderindo ao self-service para atrair a atenção do consumidor.
É o caso do Kabuto, restaurante típico japonês, na Avenida Juscelino Kubitshek. Mesmo praticando preços relativamente altos quando comparados aos dos restaurantes populares, a comida à vontade, servida à R$ 18,00 para mulheres e R$ 22,00 para homens, já conseguiu aumentar o faturamento do restaurante em 30%.
Seu proprietário, Miguel Hiroshi Masuda, percebeu que teria um bom negócio em mãos quando passou a oferecer um rodízio de comida japonesa, a preços mais baixos que do tradicional ''a la carte''. ''Percebemos que o preço dificultava o acesso de pessoas. Hoje, com o self-service, nosso movimento dobrou''.
Além da oferta de comida à vontade, o aumento do mix de produtos e a diminuição da margem de lucros foram as ferramentas utilizadas por Hiroshi para atrair a atenção da clientela. Outra vantagem trazida pelo novo sistema foi o fim do desperdício. ''Controlamos com mais facilidade a comida que vai ser oferecida''.
A principal mudança percebida por Hiroshi, porém, não foi o aumento do faturamento. Desde que iniciou o serviço de self-service, há dois meses, Hiroshi percebeu que estudantes começaram a frequentar seu restaurante. ''Era um público que mantinha distância antes. Mas que agora acredito que começamos a cativá-los''.

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