Vivemos em um clima de dualidade entre entre a tristeza de um possível colapso pela falta de energia elétrica nos estados brasileiros e por outro lado, a euforia em razão do Estado do Paraná ser auto-suficiente em energia elétrica produzidas pelas hidrelétricas de Capivari-Cachoeira, no rio Capivari, a nordeste de Curitiba, de Júlio Mesquita, no rio Chopin e Salto Caxias, Foz do Areia, Usina de Segredo, Salto Osório e Salto Santiago, no rio Iguaçu, todas instaladas em nosso estado, dentre estas a maior do mundo, que é a Itaipu, siatuado no sudoeste do estado, com sua capacidade de 12.600 MW, fez com que o Paraná se consagrasse como o maior produtor de energia elétrica do País.
O estado do Paraná produz energia elétrica com superávit, mantendo assim uma reserva significativa para ser comercializada com estados vizinhos que são deficitários em energias elétrica, porém, esta comercialização é feita com um custo muito reduzido pelo fato de ser considerada excedente, o que entendemos que deveria ser vendida aos nossos empresários que aqui investem o seu capital, ao invés de vendermos aos concorrentes, instalados nos Estados vizinhos.
O ICMS gerado através da venda de energia elétrica é uma das maiores fontes de receitas de nosso Estado, e que com o racionamento na ordem de 20%, estaremos abrindo mão de recursos indispensáveis para a nossa economia.
Os estados do Sudeste, do Centro-Oeste e do Nordeste começa a amargar o racionamento de 20% e, mais tarde, poderão entrar no programa os Estados do Nordeste e do Sul. Esperamos que o estado do Paraná, que neste particular é considerado um Estado modelo, face à sua grande capacidade de produção de energia elétrica, seja poupado deste racionamento.
Diante destes fatos, abre-se uma enorme expectativa em torno de uma possível atração de novas empresas para o nosso Estado, o que nos deixa otimistas quando pensamos na região Norte, especificamente Londrina, segunda cidade do Estado, que está geograficamente muito bem situada, facilitando comércio de produtos rumo ao Mercosul, e além de uma espetacular estrutura energética, sem riscos de blecaute contamos também com excelente rede de hotelaria, restaurantes, terminal aeroportuário, rodoviário, mão de obra, centros avançados de saúde, shopping centers, comércio forte e diversificado, teatros, universidades, faculdades, institutos de pesquisas, clima subtropical e sobretudo, é sem dúvidas um grande centro de excelência em prestação de serviços e uma das poucas cidades brasileiras que desfruta de uma invejável qualidade de vida.
Infelizmente, ou felizmente, o fato é que hoje o estado do Paraná está na vanguarda como produtor de energia elétrica, pois sempre soube aproveitar as fontes de energia natural, acreditando no futuro e no seu crescimento sócio-econômico e industrial.
É sabido que existem estudos de quatro outros projetos de hidrelétricas no leito do rio Tibagi, que sem dúvidas, respeitando a legislação ambiental, poderemos otimizar ainda mais o potencial aquífero que a mãe natureza nos premiou.
E levando adiante este projeto, acreditamos que num futuro não muito distante a região Norte do Paraná será contemplada com mais uma fonte de energia, que é a do gás natural, que além de produzir energia elétrica através de termelétrica, tirando-nos de uma eventual situação de ‘‘fragilidade’’, caso ocorra uma estiagem prolongada, afetando diretamente a produção das hidrelétricas, produzirá também combustível para veículos, energia em forma de calor para as indústrias de transformação, além de gás para equipamentos domésticos. E o que é de grande importância para a população, sem poluir o meio-ambiente, pois trata-se de energia limpa e que encontra-se nos domínios de nosso Estado, proporcionando custos reduzidos, o que faz os produtos mais competitivos no mercado globalizado. Enfim, todos estes quesitos mostram que o estado do Paraná está realmente à frente de muitos estados brasileiros, preparando-se ao longo dos anos para enfrentar os ‘‘gargalos’’ futuros que, com sua dinâmica evolução, acabam ocasionando os colapsos. Nós, londrinenses, que estamos trabalhando em busca de um futuro promissor, nos preparando a cada instante, estamos cientes que esta situação não será efêmera. Por esta razão, ficamos, ficamos na expectativa que o Estado do Paraná será lembrado por aqueles empresários que acreditam em nosso potencial, na força do nosso trabalho e que necessitam assegurar o futuro de suas empresas com o abastecimento de energia elétrica, qualidade de vida, gerando empregos, riquezas, e melhor renda per capita. É chegada a hora de aproveitarmos o momento de ‘‘falta de energia’’ dos Estados vizinhos e avançarmos, com toda energia que temos à nossa disposição!
OTÁVIO CESÁRIO PEREIRA NETO é presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel)

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