Tanto consumidores quanto empresários devem fazer o possível para gastar menos do que ganham e garantir uma reserva financeira, ainda mais diante das altas taxas de juros cobradas, dizem analistas. Isso porque eventuais custos de primeira necessidade podem aparecer e o pagamento dos parcelamentos ficaram mais caros.
O coordenador da pesquisa e diretor executivo de estudos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que, caso seja necessário buscar financiamentos ou fazer parcelamentos, é preciso pesquisar bastante entre lojas e bancos. "Mesmo assim, deve-se evitar prazos muito longos e fugir de dívidas no cartão de crédito e no cheque especial, que cobram as maiores taxas. Opte por consignados, por exemplo."
A professora de economia Maria Eduvirges Marandola afirma que é preciso fazer uma reserva de segurança. "Se o consumidor for comprar algo ou o empresário for fazer um investimento, é preciso ter a certeza de que é necessário e que o retorno do gasto valerá a pena", diz. (F.G.)

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