Órgãos ambientais podem inviabilizar termelétricas
Os órgãos ambientais já aceleraram os processos de aprovação de licenciamento para empreendimentos na área de energia elétrica, mas os avanços não deverão impedir que projetos como o da usina termoelétrica de Carioba 2, em Americana (SP), para gerar 1.200 MW com investimentos de US$ 600 milhões, possam vir a ser inviabilizados por questões ambientais. São 188 projetos à espera de licenciamento nos órgãos ambientais do País, levando em conta apenas os já aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A advogada Maria Alice Gondinho, especialista em assessoria jurídica para empreendimentos nas áreas de energia elétrica e petróleo, testemunha que o licenciamento está evoluindo com maior rapidez desde a edição da Medida Provisória que criou a Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE), no primeiro dia deste mês. A nova lei exige que a aprovação dos projetos ocorra em no máximo seis meses, no caso das hidrelétricas, e em quatro meses no caso das termoelétricas.
Mas os promotores de meio ambiente do Ministério Público vão manter rigor na fiscalização e prometem causar mais dor de cabeça para o governo e os empreendedores, como demonstra o caso de Americana. O promotor de Justiça do Meio Ambiente da cidade, localizada a 130 km de São Paulo, Oriel da Rocha Queiroz, está esperando a possível concessão do licenciamento para Carioba 2 pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente, para apresentar questionamentos ao projeto.





