Mário CésarJohn-Peter Moll, na Folha , ontem: investir no BrasilO 17º Congresso da Comissão Sericícola Internacional, que termina hoje em Cambé, já está rendendo alguns frutos. Segundo John-Peter Moll, chefe da unidade téxtil e de vestuário do Departamento de Desenvolvimeto e Organização da União Nacional das Indústrial, órgão ligado à ONU, a entidade internacional que ele representa tem pleno interesse em investir nessa área no Brasil. ‘‘O Brasil tem grande vocação para a sericicultura, porém o parque industrial, embora grande, é voltado apenas para a fabricação de fibra sintética ou lã. A seda natural e todos os processo que incluem e tecelagem até o produto final, não são encontradas no Brasil. É isso que pretendemos reverter’’, explica Moll durante uma visita realizada ontem à Folha de Londrina, onde foi recebido pelo jornalista e Presidente do Conselho de Administração, João Milanez.
Segundo a explicação dada por Moll, é justamente este processo, que inexiste no país, o responsável por uma maior receita ao produtor de seda, já que as etapas entre a tinturaria e a produção final (o tecido, propriamente dito) são as mais rentáveis.
A entidade representada por Moll já atua como parceiro de outras entidades brasileiras como o Senai (Serviço Nacional de Aprendizado Industrial) e o Centro de Engenharia Téxtil no Rio de Janeiro.
Responsável por cerca de 2 a 3% da produção de bicho da seda em todo o Planeta, o Brasil produziu na última safra cerca de 17 mil toneladas de casulo verde. Só o Paraná dá conta de 82% dessa produção e reune cerca de 40 mil pessoas envolvidas nesse processo. Segundo dados do Ministério da Agricultura, o setor movimenta cerca de US$ 123 milhões/ano.
Para levar a frente as intenções da entidade internacional, seu representante explica que o próximo passo será fazer um amplo levantamento de todo parque industrial da área. ‘‘Muitas máquinas de seda sintética podem ser aproveitadas para a seda natural, facilitando a implantação desse nosso projeto’’, finaliza Moll.

mockup